Sexta-feira, Agosto 19, 2022
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Um festival em tempo de pandemia pela lente de Sara Leonardo

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Como se realiza um festival em tempo de pandemia? Como trabalham os artistas, os produtores, os voluntários e como reage o público? A fotógrafa Sara Leonardo mostra como foi possível realizar, neste ano atípico em que o mundo vive uma das situações mais dramáticas da história, um dos maiores festivais de música do País, propondo uma viagem pelos bastidores da 28.ª edição do Cistermúsica. 

Como se realiza um festival em tempo de pandemia? Como trabalham os artistas, os produtores, os voluntários e como reage o público? A fotógrafa Sara Leonardo mostra como foi possível realizar, neste ano atípico em que o mundo vive uma das situações mais dramáticas da história, um dos maiores festivais de música do País, propondo uma viagem pelos bastidores da 28.ª edição do Cistermúsica. 

Sara Leonardo, que tem vindo a colaborar com o festival em edições anteriores, pretendeu através deste projeto documentar toda a realidade vivida durante esta edição, em especial aquela que não está acessível ao público. “Captar a essência, aquilo que não é visível aos olhos da maioria das pessoas, é o que mais me apaixona”, refere a fotógrafa, em declarações ao REGIÃO DE CISTER. “O objetivo do projeto foi mostrar tudo aquilo que esteve ‘atrás das câmaras’, documentando os vários nichos do festival, desde a produção, os voluntários e o público, numa realidade nova, de adaptação e alteração de costumes”, explica. “Procurei encontrar nos diferentes espaços, nos sons e nos cheiros elementos familiares que criem uma aparente realidade”, acrescenta. 

“Comecei a pensar em desenvolver este documentário assim que a organização do Cistermúsica avançou que pretendia manter o festival”, adianta a fotógrafa que criou um grupo privado no Facebook para que “as pessoas tivessem a noção de estar a entrar num Festival em Tempo de Pandemia e não num mero grupo de partilha de fotografia”. “Obtive uma grande interação, especialmente por parte dos músicos”, conta. 

O próximo objetivo e outro grande desafio será reduzir a cerca de 50 fotografias, milhares de registos captados entre 22 de julho e 19 de agosto para a realização de uma exposição. “Acredito que estes tempos vão ser ultrapassados e que vão deixar um marco na história do mundo, sendo esta exposição mais um elemento de estudo de como as sociedades e as comunidades se conseguiram a adaptar a esta realidade”, sublinha Sara Leonardo. “Fazia todo a sentido realizar esta mostra fotográfica no Mosteiro de Alcobaça, já que foi aqui que se desenvolveu todo o projeto”, acrescenta. 

Sara Leonardo é natural de Coimbra e reside na Nazaré há cerca de três anos. Com “raízes familiares” em Alcobaça, a fotógrafa mudou-se para a região para “trabalhar e experienciar a fotografia de uma forma diferente”. A paixão por esta arte ficou mais forte quando aos 18 anos, impulsionada por um professor e foi vencedora de um concurso.

 

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