Terça-feira, Novembro 29, 2022
Terça-feira, Novembro 29, 2022

Casimiro Eletrodoméstico: cinco décadas ao lado dos clientes

Data:

Partilhar artigo:

Recuar a 1970 quando a loja “Casimiro Eletrodomésticos” abriu na Maiorga obriga ao exercício da imaginação, quando as televisões, os frigoríficos e as “varinhas mágicas” eram objetos de “gente com posses económicas”. 

Recuar a 1970 quando a loja “Casimiro Eletrodomésticos” abriu na Maiorga obriga ao exercício da imaginação, quando as televisões, os frigoríficos e as “varinhas mágicas” eram objetos de “gente com posses económicas”.

Ao longo dos últimos 50 anos, o estabelecimento comercial abriu portas diariamente, ao primeiro raio de sol, com o propósito de “bem servir” a comunidade. 

Região de Cister - Assine Já!

António Casimiro ainda era um “rapazinho” quando decidiu criar um pequeno negócio num espaço cedido pelo pai. A resposta da população foi de tal forma positiva, que o patriarca desafiou o filho a instalar o seu negócio no talho da família. “Ocupei uma parte do talho do meu pai para vender pequenos eletrodomésticos. Na época não era muito comum e o negócio foi bem recebido pela comunidade.

Lembro-me da loucura que foi quando comecei a vender as varinhas mágicas para a sopa… algo tão simples nos dias de hoje”, recorda o septuagenário. Anos mais tarde, o maiorguense deu mais um passo em frente, literalmente, com a mudança do negócio para o edifício na rua oposta ao talho da família. “O proprietário veio convidar-me para ficar com o espaço porque a loja ia encerrar.

Ele acreditava que o meu negócio ia continuar a crescer e que era uma boa oportunidade para mim”, relembra, confessando que “a renda de 50 contos era muito cara” para a época.

Ao longo de mais de duas décadas o maiorguense dividiu atenções entre a loja e o emprego na Cooperativa de Fiação e Tecidos de Alcobaça.

Durante esse período, era a mulher, Anabela Casimiro, que assumia as rédeas do negócio. “No final do dia, ela dava-me a lista de entregas e lá ia eu distribuir os bens adquiridos naquele dia. Era a única forma de conciliar ambas as responsabilidades”, relata o comerciante.

O espaço atual, inserido na moradia do empresário, foi erguido em 2004. “Após a morte do meu pai fiquei com esta casa, que necessitava de muitas obras. O empreiteiro falou-me da possibilidade de construir uma pequena loja dentro do terreno e foi, sem dúvida a melhor opção”, conta. Os “clientes amigos”, sabem que António Casimiro acorda com os primeiros raios de sol e que se o portão da casa estiver aberto, é um convite para entrar.

“Esta é uma comunidade pequena e já conhecemos os hábitos do outro. Sou uma pessoa muito ativa e abro logo a loja porque ter o espaço em casa tem essa peculiaridade: acordo e já estou pronto a trabalhar”, afirma, com orgulho. 

O comércio “desleal” praticado nas grandes superfícies comerciais não assusta o empresário, que deposita a confiança no seu serviço de proximidade e de qualidade para manter o cliente. Admite que o negócio com meio século termina no dia em que decidir diminuir o ritmo.

No entanto, se depender deste empresário, os maiorguenses podem contar com o seu serviço por mais meio século.   

AD Footer

Artigos Relacionados

Hélder Roque assume direção clínica das clínicas do Grupo H Saúde

Hélder Roque é o novo diretor clínico da Clínica das Olhalvas- Leiria, da Policlínica Central da Benedita e...

Orquestra Típica e Coral de Alcobaça voltou aos palcos três anos depois

Depois de cerca de três anos com a atividade suspensa, a Orquestra Típica e Coral de Alcobaça voltou...

Degustação de vinhos e sabores locais apreciada por 1 milhar de pessoas no Vimeiro

A “I Degustação de vinhos e sabores da terra”, evento promovido pelo Círculo de Arte, Cultura e Desporto...

Ana Pagará reconduzida como diretora do Mosteiro de Alcobaça

Ana Pagará foi reconduzida no cargo de diretora do Mosteiro de Alcobaça, para uma comissão de serviço de...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!