Quinta-feira, Julho 7, 2022
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Casas de banho públicas fechadas na Martingança causa transtorno

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Encerradas desde março do ano passado, as casas de banho públicas da Martingança, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, são o único apoio do Quiosque O Manó, localizado do outro lado da rua, que existe há várias décadas.

Encerradas desde março do ano passado, as casas de banho públicas da Martingança, na Avenida Nossa Senhora de Fátima, são o único apoio do Quiosque O Manó, localizado do outro lado da rua, que existe há várias décadas. Os clientes do quiosque há meses que vão fazer as suas necessidades fisiológicas numa casa antiga e desabitada situada nas traseiras, a escassos metros da EN 242.

A situação, que tem revoltado quem assiste nas redondezas ao episódio caricato, é confirmada pelo proprietário do quiosque e pelos clientes. “Muitas vezes vou ali atrás. Se as casas de banho estivessem abertas, claro que ia lá”, garante José Esperança Maria, habitual frequentador do café. 

O martingancense não se conforma com a falta de casas de banho. “Aqui ao lado, em Pataias, retiraram as casas de banho, mas colocaram logo umas portáteis”, constata José Maria.

Não sendo frequentador do café mas morador a alguns metros, Carlos Abrantes apelida a situação de “lamentável”, sobretudo porque “os frequentadores do quiosque são pessoas com alguma idade e muitos com pouca mobilidade”. O facto de as necessidades fisiológicas serem aliviadas numa casa devoluta desagrada ao freguês, que pede a reabertura das casas de banho públicas e a colocação de uma passadeira junto ao quiosque, já que a existente está situada a vários metros, perto do edifício da Junta.

O quiosque é propriedade da Câmara de Alcobaça, entidade à qual Abílio Borges Eliziário paga uma renda mensal. O equipamento não tem casa de banho incorporada e funciona dessa forma há várias décadas. Do outro lado da avenida há casas de banho, da responsabilidade da União de Freguesias de Pataias e Martingança, mas desde o início da pandemia que se encontram encerradas.

“Cheguei a pedir para pôr pelo menos um lava mãos, mas nunca deixaram”, lamenta Abílio Eliziário, que reitera a importância de ali serem instalados sanitários provisórios.

O presidente da Junta reconhece que o encerramento das casas de banho devido à pandemia provoca constrangimentos, mas Valter Ribeiro garante que “as pessoas do quiosque já não iam à casa de banho antes”.

Em Pataias, os sanitários provisórios, ao lado do quiosque, estão em funcionamento e a chave foi entregue à proprietária, que é responsável pela limpeza e desinfeção. “É uma situação diferente”, refere o autarca.

O vice-presidente da Câmara admite que o quiosque tem licença para funcionar sem sanitários visto tratar-se uma estrutura da década de 1980 “que servia como ponto de apoio e de passagem, não para estar a fazer sala como nos cafés”.

Hermínio Rodrigues revela ainda que a Câmara pretende deslocar o quiosque para o lado oposto da rua, onde se encontram os sanitários públicos, mas não aponta uma data para a mudança.

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