Domingo, Julho 3, 2022
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O gestor portomosense que alcançou o topo da Microsoft

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Vive em Seattle com a família há oito anos, mas todos os anos regressa a Porto de Mós, vila onde nasceu e cresceu.

Vive em Seattle com a família há oito anos, mas todos os anos regressa a Porto de Mós, vila onde nasceu e cresceu.

“Cinco anos e dois filhos depois” de ter entrado na Fundação Bill e Melinda Gates decidiu ir para a Microsoft, em Redmond, onde assume o cargo de diretor de Desenvolvimento de Negócios e Estratégia para a área da Inteligência Artificial.

Na Fundação Bill e Melinda Gates, Samuel Martins tinha um dos cargos de maior responsabilidade. O gestor foi diretor-adjunto de Estratégia, Planeamento e Gestão das equipas de desenvolvimento de produtos, responsáveis pelo desenvolvimento de novas vacinas, medicamentos e diagnósticos, durante cinco anos.

“Foi uma experiência muito enriquecedora, mas decidi alcançar novos desafios”, conta Samuel Martins ao REGIÃO DE CISTER. Na Microsoft, a equipa realiza parcerias com grandes empresas para acelerar a transformação digital (Inteligência Artificial, Cloud, Internet of Things, Blockchain, Big Data, etc.), que exigem o desenvolvimento de uma visão estratégica, de modelos de negócio e a coordenação de equipas internas. 

Apesar das saudades que tem da família e da terra natal, Samuel Martins e a família gostam muito de viver em Seattle e facilmente se adaptaram à vida americana. “É uma cidade bastante tecnológica que oferece muita qualidade de vida”, sublinha. O primeiro contacto do gestor de 38 anos com o país foi em 2009, quando estudou na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), no âmbito do doutoramento.

Depois regressou a Portugal e trabalhou durante cerca de cinco anos na McKinsey, tendo passado várias temporadas em Angola, na Grécia, na Suíça e em Inglaterra ao serviço da consultora. 
Samuel Martins é formado em Engenharia Física Tecnológica e doutorado em Física Computacional no Instituto Superior Técnico.

As palavras “empenho” e “foco” estiveram sempre muito presentes na vida do gestor. “Valores como a importância do trabalho e da dedicação foram-me incutidos pelos meus pais desde sempre”, revela o portomosense. 

Na escola foi um aluno exemplar e muito focado nas prioridades. “Era aquilo a que os americanos chamam de ‘nerd’”, conta, em tom de brincadeira. Ao ser questionado se um dia imaginou que viria a ter tanto sucesso, respondeu: “ter sucesso para mim é acordar todos os dias e saber que estou a contribuir para a saúde e para o bem-estar das pessoas. Essa é a minha maior realização”. 

Não sabe o que lhe reserva o futuro, nem se um dia regressará definitivamente a Portugal. Sabe que quer continuar a desenvolver uma missão assente em valores como a inovação, a responsabilidade social e a solidariedade.

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