Domingo, Abril 14, 2024
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DGPC nega uso de betão nas escadarias do Mosteiro de Alcobaça

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Escadas em betão por cima da escadaria monumental no Mosteiro de Alcobaça? A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) nega ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a Comissão Política Concelhia de Alcobaça do PS. O assunto fez correr tinta na última semana, mas tudo não passaria de uma denúncia mal informada. 

Escadas em betão por cima da escadaria monumental no Mosteiro de Alcobaça? A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) nega ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a Comissão Política Concelhia de Alcobaça do PS. O assunto fez correr tinta na última semana, mas tudo não passaria de uma denúncia mal informada. 

A intervenção na escadaria, que integra os trabalhos em execução na empreitada de “conservação e restauro da fachada poente e fachada norte rebocada” e cuja obra faz parte de um Pacto de Transparência e Integridade, é justificada pelas “deformações consideráveis” nos degraus e pelas “perdas muito significativas de material pétreo colocando em risco a sua utilização em condições de segurança”. O material que viria a ser usado no revestimento dos degraus é que acabou por causar toda a polémica, que a DGPC condena de “informações falsas”.

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“Fomos confrontados com a utilização de betão no ‘restauro’ da escadaria monástica ou a construção de uma rampa de acessibilidade na Ala Norte do Mosteiro, qualquer das situações é grave, pois estamos certos que, há outras formas de o executar sem prejudicar o Património”, escreveu o presidente do PS/Alcobaça, em comunicado. Rui Alexandre foi mais longe, classificando de “tamanha atrocidade” a intervenção, sobre a qual pediu “uma explicação urgente”. A explicação chegou dias depois: “Uma vez que a chapa de aço não pode ser colocada diretamente sobre uma pedra instável sem  causar danos e de forma segura para o utilizador, a superfície dos degraus foi regularizada com recurso a uma argamassa de cal e areia separada da pedra por uma manta de fibra geotêxtil, o que permite que, em qualquer altura, possa ser removida – princípio da reversibilidade”, esclareceu a DGPC. De acordo com a mesma fonte, a intervenção vai melhorar as “condições de acesso exterior à nova Portaria-Bilheteira do Mosteiro”, que passará a ser feito por aquelas escadarias.

Mas, antes do comunicado que emitiu, a DGPC tinha desmentido à TVI a utilização de betão na escadaria. Na peça televisiva, o presidente da Câmara também se tinha demarcado de qualquer responsabilidade, acreditando que “estaria tudo a ser feito com todos os critérios exigidos para o efeito”. Os vereadores do PS e do CDS-PP também chegaram a pedir esclarecimentos à DGPC. 

As justificações não foram suficientes para Rui Alexandre, que disse ter pedido uma vistoria à ICOMOS. Num parecer técnico, a Comissão Nacional Portuguesa do Conselho Internacional dos Monumentos e dos Sítios (ICOMOS) validou a intervenção da DGPC, considerando que, ao contrário do que foi denunciado, não se trata de um “atentado ao património”, mas “sim de proteger e garantir a materialidade dos degraus originais, construindo de forma reversível, camadas de desgaste e de proteção que permitam o acesso ao monumento em condições mínimas de segurança”. 

Também a ADEPA, membro convidado do Pacto de Integridade, já reagiu à polémica, pedindo uma reunião com a DGPC, uma vez que após ouvir arquitetos, engenheiros e técnicos de várias áreas ficam “algumas dúvidas”.  

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