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Intervenção no Monte São Brás justificada com “corte sanitário”

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A intervenção na área envolvente ao Monte de S. Bartolomeu ou de S. Brás, que tem causado grande impacto visual, é justificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), pela necessidade de remoção de árvores mortas ou enfraquecidas devido ao ataque de pragas e doenças.

A intervenção na área envolvente ao Monte de S. Bartolomeu ou de S. Brás, que tem causado grande impacto visual, é justificada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), pela necessidade de remoção de árvores mortas ou enfraquecidas devido ao ataque de pragas e doenças.

Os trabalhos em curso estão relacionados com a realização de um corte sanitário. “Esta operação além de fazer parte do que são as boas práticas florestais é também legalmente obrigatória no âmbito do previsto no DL n.º 95/2011, de 8 de agosto na sua atual redação”, justificou fonte do ICNF à autarquia, que instou aquele organismo sobre a “suposta intervenção”.

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A mesma fonte garantiu que os danos na paisagem são de “carácter temporário” e informa que as espécies afetadas são maioritariamente acácias. Após a conclusão dos trabalhos de exploração florestal inerentes ao corte fitossanitário, “será feita uma avaliação ao impacto dos mesmos” e será levado a cabo os “trabalhos de estabilização considerados necessários, assim como eventual adensamento com espécies folhosas autóctones”, atesta.

O assunto foi discutido na última sessão da Assembleia Municipal e na última reunião de Câmara. O vereador com competências delegadas no pelouro do Ambiente explicou que após ter sido informado por munícipes e após deslocação ao local, foi “evidente que a intervenção gerou, pelo menos, impacto visual”.  E dado que a entidade gestora da área é o ICNF, Orlando Rodrigues questionou as razões que levaram aquele organismo a desenvolver “a ação perpetrada” e “se a mesma poderia ser atenuada”, recordando que o município da Nazaré despoletou, há quase um ano, o processo de classificação do Monte de São Bartolomeu como local de Interesse Municipal, que se encontra sob análise do próprio Instituto.

Em resposta, foi garantido à autarquia que “os trabalhos em curso não colocam em causa o processo de classificação”. O ICNF considerou até que “a não realização dos mesmos colocaria em causa o estado fitossanitário da mata e esse sim é, em conjunto com os fogos e o abandono de resíduos de construção e demolição, a grande ameaça à sustentabilidade e biodiversidade da Mata Nacional do Valado da qual faz parte o monte de S. Bartolomeu”.

O local esteve classificado até 2008 pelo seu interesse histórico, tendo em conta as ligações à lenda da imagem de Nossa Senhora da Nazaré, e pelo interesse religioso, enquanto local de romagem e peregrinação. Em finais de 2010, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade colocou em discussão pública o processo de reclassificação do sítio na tipologia de Monumento Natural. Esse processo deveria ter sido finalizado até outubro de 2012, o que não aconteceu. E uma vez que o prazo de dois anos para a reclassificação cessou, a câmara e a assembleia municipal aprovaram em maio do ano passado iniciar novo processo de reclassificação.

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