Quarta-feira, Julho 6, 2022
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Bebelar veste bebés, crianças e jovens em Pataias há 37 anos

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A pandemia foi o mais recente golpe que Lucília Bagagem Grácio teve de ultrapassar desde que abriu a Bebelar, em 1984, um mês antes de Pataias ser elevada a vila.

A pandemia foi o mais recente golpe que Lucília Bagagem Grácio teve de ultrapassar desde que abriu a Bebelar, em 1984, um mês antes de Pataias ser elevada a vila.

Em abril, a loja completou 37 anos e a proprietária já perdeu a conta às dificuldades que enfrentou durante várias décadas. As várias crises económicas, a proliferação de centros comerciais, o advento da internet e consequentes compras online são alguns dos obstáculos que a Bebelar já tem no currículo.

Quando abriu a loja, Lucília Bagagem tinha apenas 22 anos. Era solteira quando, em sociedade com uma prima, entretanto falecida, iniciou o negócio de venda de roupas, calçado e artigos de puericultura. Era um tempo em que “não havia nada”. Lucília trabalhava numa empresa de móveis, que tinha fechado, estava no desemprego e, depois de um passeio a Caldas da Rainha, percebeu que era uma loja daquelas que queria abrir em Pataias. A Bebelar, que nasceu na principal avenida de Pataias, está hoje na rua que dá acesso ao mercado.

“Inicialmente era minúscula”, lembra a proprietária. Atualmente, a Bebelar tem dois pisos, vende roupa dos 0 aos 16 anos e artigos diversos de puericultura, tudo de conhecidas marcas. “Sou das clientes mais antigas de vários fornecedores”, assegura a empresária, ciente de que não é muito comum as lojas de comércio tradicional como a sua sobreviverem durante tantos anos. “Já vendi para os pais, quando eram pequeninos, e agora vendo aos seus filhos”, conta a lojista.

Durante anos, o forte da Bebelar foi a venda de camas e carrinhos de bebé. Lucília recorda-se de agarrar no velhinho Renault 5 rumo a São João da Madeira para abastecer a loja de Pataias. “Nem havia transportadoras como há agora. Naquele tempo, queríamos as coisas para vender e não tínhamos”, conta a lojista.

O movimento é hoje muito menor do que quando abriu as portas da loja há 37 anos, mas Lucília conta com clientes fiéis, sobretudo de fora de Pataias. “As pessoas daqui preferem comprar fora”, constata a proprietária. Tanto o marido como as duas filhas têm sido uma importante ajuda no negócio.

Quando Lucília estava na maternidade onde acabara de ter a segunda filha, o marido não teve mãos a medir. “Nesse dia vendeu quase tudo o que havia de sapatos. Foi de tal forma que quase não conseguia ir ver a filha acabada de nascer”, recorda Lucília Grácio.

Hoje com 59 anos, a comerciante garante que continuará na Bebelar, mesmo depois de reformada. “Só se não tiver saúde”, revela a proprietária, ciente de que dificilmente as filhas assumirão a casa com muita história.

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