São vídeos, de duração curta mas suficiente para mostrar o que de melhor se faz na União de Freguesias de Pataias e Martingança. O projeto “#IstoéPataias” já tem mais de dez episódios e o primeiro, lançado em janeiro, dá a conhecer o Mercado de Pataias, um dos mais emblemáticos da região.
Este conteúdo é apenas para assinantes
A ideia é da dupla de empresários Paulo Cardoso e Armanda Balinha, que gerem a imobiliária Peça Chave. “É fundamental mostrar a quem é de fora o que há de bom na freguesia e muitas vezes também é preciso lembrar a quem é de cá”, brinca Armanda Balinha. Ao cruzar-se com clientes da imobiliária percebeu que era preciso mostrar a região. “As pessoas pensam que Pataias é uma localidade pequena, mas depois ficam muito surpreendidas”, relata.
À ideia de Paulo e de Armanda juntou-se à feliz coincidência de terem, entre os colaboradores, uma especialista em edição. Kimbercy Gonçalves é a técnica por trás das produções da Peça Chave, que já mostraram restaurantes, uma florista, uma cervejaria, uma praia e várias pessoas inquiridas na rua sobre a terra. “Temos o know how e capacidade financeira para mostrar as empresas dos outros. Não nos podemos esquecer que a economia é circular e enquanto os empresários não perceberem isso, as terras não crescem”, considera a empreendedora.
A escolha do Mercado de Pataias para o primeiro episódio não foi casual. “No tempo em que não havia redes sociais ou internet, Pataias era conhecida pelo Mercado”, lembra Armanda Balinha, que estende o reconhecimento às praias onde antigamente se fazia campismo selvagem, como Paredes da Vitória ou a Polvoeira. “Vinham famílias de todo o lado”, conta.
Já a Lagoa de Pataias, outro ex-libris da região, não será tão cedo objeto dos vídeos do projeto “#IstoéPataias”. “Não faz sentido mostrar a Lagoa agora, enquanto não tiver outras condições”, refere a empresária, referindo-se ao estado dos passadiços e outras estruturas daquele ecossistema.
“Estamos a vender Pataias e esta região”, resume Armanda Balinha, que contabiliza já várias visualizações nos episódios.
“Pataias é um local apetecível, pela qualidade das escolas, pela proximidade das praias, por ter os serviços mais importantes”, avalia a empresária, que acredita que o mercado consegue responder ao aumento da procura. Mais recentemente tem encontrado muita procura por clientes jovens por causa das bonificações até aos 35 anos e também de pessoas que querem uma solução através da Lei dos Solos, que permite colocar casas amovíveis em terrenos não urbanos. “É para quem não tem capacidade para fazer uma casa”, explica a consultora, para quem se trata de “uma lei que vai salvar muita família”. O mercado do arrendamento, reflete Paulo Cardoso, “também está a conhecer um desenvolvimento interessante”, numa alusão a alguns projetos de construção em curso com aquela finalidade.