Quarta-feira, Janeiro 21, 2026
Quarta-feira, Janeiro 21, 2026

Maracujá made in Vimeiro

Data:

Partilhar artigo:

No Vimeiro não há só campeãs mundiais de bodyboard, também há frutos exóticos. Não acredita? Então visite a plantação de Liliana Frazão, a responsável pelo “fenómeno”, que está a conquistar o paladar dos consumidores nacionais.

No Vimeiro não há só campeãs mundiais de bodyboard, também há frutos exóticos. Não acredita? Então visite a plantação de Liliana Frazão, a responsável pelo “fenómeno”, que está a conquistar o paladar dos consumidores nacionais.

A vimeirense começou há três anos a produzir o fruto proveniente, sobretudo da América do Sul, e o balanço não podia ser melhor. “A procura pelo maracujá é cada vez maior”, garante a agricultora, que fornece clientes de Lisboa e do Oeste.

Região de Cister - Assine já!

O mais curioso é que Liliana Frazão não fazia a mínima ideia de como produzir maracujá e nem sequer era um fruto que consumia ou apreciava. “Decidimos avançar com a plantação e ver o que dava“, adianta a vimeirense, que conta com a ajuda do marido no negócio. “Como as árvores deram muito fruto no primeiro ano e os maracujás eram muito bons, percebemos que havia potencial neste negócio”, recorda. Do primeiro ano de plantação resultaram cerca de 150 quilos de maracujá e em três anos a produção aumentou dez vezes. “A nível de plantação e montagem de estrutura foi experimental e tivemos a sorte de haver poucos erros“, confessa a empreendedora, que há oito anos decidiu estrear-se na agricultura com a produção de framboesas, que ainda representa a grande fatia do negócio.

O maracujá-roxo, nome da variedade que tem nascido nos cerca de mil metros quadrados da estufa instalada em terrenos do Vimeiro, é caracterizada pela maior percentagem de açúcares e maior teor de sólidos solúveis (brix). Mas, afinal, como é que nasce um fruto exótico em temperaturas frias? “A nossa produção é feita em estufas. Apesar de o processo de maturação ser, de facto, mais lento do que nos países provenientes do fruto, o nosso maracujá tem-se adaptado bem ao nosso clima. Como esta é uma região fria, temos uma caldeira nas estufas para que a maturação aconteça nas melhores condições“, explica Liliana Frazão. 

Em plena campanha comercial, a produtora confessa que apesar de a produção ser cada vez maior, “o difícil é escoar o fruto, que começa agora a aparecer nas prateleiras das superfícies comerciais”. Seja como for, “a preocupação é ter um bom produto com calibre, sabor e qualidade, boas quantidades e bons clientes“, reitera a produtora, que para o próximo ano já espera “colher” as amoras plantadas este ano. 

AD Footer

Artigos Relacionados

Comunidade une-se para ajudar família alcobacense em situação vulnerável

A comunidade alcobacense, e um pouco por toda a região, tem unido esforços para apoiar uma família que...

Presidenciais 2026: André Ventura ganha em Porto de Mós

O concelho de Porto de Mós deu a vitória nas eleições presidenciais a André Ventura, candidato que contou...

Presidenciais 2026: António José Seguro triunfa em Alcobaça

António José Seguro foi o vencedor da primeira volta das eleições presidenciais no concelho de Alcobaça. No ato...

Presidenciais 2026: Nazaré deu vitória a António José Seguro

A candidatura apresentada por António José Seguro reuniu a preferência de 33,74% dos votantes do concelho da Nazaré,...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!