Segunda-feira, Junho 24, 2024
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Maracujá made in Vimeiro

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No Vimeiro não há só campeãs mundiais de bodyboard, também há frutos exóticos. Não acredita? Então visite a plantação de Liliana Frazão, a responsável pelo “fenómeno”, que está a conquistar o paladar dos consumidores nacionais.

No Vimeiro não há só campeãs mundiais de bodyboard, também há frutos exóticos. Não acredita? Então visite a plantação de Liliana Frazão, a responsável pelo “fenómeno”, que está a conquistar o paladar dos consumidores nacionais.

A vimeirense começou há três anos a produzir o fruto proveniente, sobretudo da América do Sul, e o balanço não podia ser melhor. “A procura pelo maracujá é cada vez maior”, garante a agricultora, que fornece clientes de Lisboa e do Oeste.

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O mais curioso é que Liliana Frazão não fazia a mínima ideia de como produzir maracujá e nem sequer era um fruto que consumia ou apreciava. “Decidimos avançar com a plantação e ver o que dava“, adianta a vimeirense, que conta com a ajuda do marido no negócio. “Como as árvores deram muito fruto no primeiro ano e os maracujás eram muito bons, percebemos que havia potencial neste negócio”, recorda. Do primeiro ano de plantação resultaram cerca de 150 quilos de maracujá e em três anos a produção aumentou dez vezes. “A nível de plantação e montagem de estrutura foi experimental e tivemos a sorte de haver poucos erros“, confessa a empreendedora, que há oito anos decidiu estrear-se na agricultura com a produção de framboesas, que ainda representa a grande fatia do negócio.

O maracujá-roxo, nome da variedade que tem nascido nos cerca de mil metros quadrados da estufa instalada em terrenos do Vimeiro, é caracterizada pela maior percentagem de açúcares e maior teor de sólidos solúveis (brix). Mas, afinal, como é que nasce um fruto exótico em temperaturas frias? “A nossa produção é feita em estufas. Apesar de o processo de maturação ser, de facto, mais lento do que nos países provenientes do fruto, o nosso maracujá tem-se adaptado bem ao nosso clima. Como esta é uma região fria, temos uma caldeira nas estufas para que a maturação aconteça nas melhores condições“, explica Liliana Frazão. 

Em plena campanha comercial, a produtora confessa que apesar de a produção ser cada vez maior, “o difícil é escoar o fruto, que começa agora a aparecer nas prateleiras das superfícies comerciais”. Seja como for, “a preocupação é ter um bom produto com calibre, sabor e qualidade, boas quantidades e bons clientes“, reitera a produtora, que para o próximo ano já espera “colher” as amoras plantadas este ano. 

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