Quarta-feira, Outubro 28, 2026
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IC2 volta a ser conhecido como a estrada da morte

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Em apenas nove meses, num total de 22 acidentes, oito pessoas morreram nos cerca de 20 quilómetros de IC2 que pertencem ao concelho de Alcobaça. 
 

Em apenas nove meses, num total de 22 acidentes, oito pessoas morreram nos cerca de 20 quilómetros de IC2 que pertencem ao concelho de Alcobaça. 

Sempre que há um acidente são chamados ao local os Bombeiros Voluntários de Alcobaça e da Benedita, mediante a área de intervenção de cada corporação. Na maioria das vezes, são horríveis os cenários com que se deparam. Em julho, por exemplo, um casal de avós, de Pataias, que seguia para o Jardim Zoológico com os netos, morreu. Registaram-se ainda mais seis feridos graves. 

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Na área de intervenção de Alcobaça, ocorreram 11 acidentes (oito colisões, dois despistes e um atropelamento). No total, cinco vítimas mortais. Os quilómetros mais afetados, explica o comandante Mário Cerol, são entre o 95 e o 98 do IC2. Antigamente, a zona dos Moleanos era a mais afetada, mas o melhoramento da via, face à construção do IC9, reduziu o número de acidentes. O separador central tem poupado vidas. 

Numa primeira fase, relembra Mário Cerol, a abertura das autoestradas reduziu o tráfego no IC2. Ultimamente, face à crise económica, o trânsito regressou e, consequentemente, os acidentes. 
São também 11 os acidentes que se contabilizam na área de intervenção da corporação da Benedita, dos quais resultaram três mortos e oito feridos graves. Como mancha negra, o comandante António Paula aponta os locais com semáforos. “Os automobilistas exageram na velocidade e, por vezes, não conseguem parar os veículos a tempo”. 

Para os comandantes, é urgente melhorar o piso, sensibilizar os condutores, construir vias paralelas nas saídas para as localidades e acrescentar separadores nos locais mais críticos, bem como rotundas para obrigar à redução de velocidade. 

O presidente Paulo Inácio garante que a Câmara está atenta e já manifestou, “por diversas vezes”, a sua preocupação ao departamento de Segurança Rodoviária da Estradas de Portugal (EP), . “É urgente resolver esta situação. Os técnicos da EP é que têm capacidade para definir o que é preciso fazer”, salienta.

 

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