Terça-feira, Fevereiro 3, 2026
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Bugalho dá vida ao Ferro

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As peças que Bugalho Ferros assina resistem incólumes às forças da natureza, à passagem do tempo e a todas as intempéries. O mesmo não se pode dizer do seu criador. Aos 69 anos, o artesão dá-se ao “luxo” de poder definir os horários em que trabalha e, esses, são definidos religiosamente pela meteorologia. 

As peças que Bugalho Ferros assina resistem incólumes às forças da natureza, à passagem do tempo e a todas as intempéries. O mesmo não se pode dizer do seu criador. Aos 69 anos, o artesão dá-se ao “luxo” de poder definir os horários em que trabalha e, esses, são definidos religiosamente pela meteorologia. Bugalho Ferros admite que só gosta de trabalhar com o “quente do sol” a aquecer-lhe as costas, na oficina localizada na Maiorga. Quando o tempo não está do seu agrado, o trabalho não lhe corre de “feição”, por isso é díficil encontrá-lo na sua oficina num dia chuvoso.

É num edifício muito antigo, que antigamente “servia como pecuária”, que Bugalho Ferros trabalha, ao sabor do tempo e do vento, peças em aço corten. Este material é uma liga de vários metais, tem propriedades anticorrosivas e é mais resistente que o habitual aço. Além disso, tem um aspeto avermelhado, cor de ferrugem. Um toque numa das peças de Bugalhos Ferro tira quaisquer dúvidas: o material não oxida, “nem em contacto com a maresia”, explica o artesão.

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O que também não deixa dúvidas é o trabalho do beneditense, que reside em Alobaça. Todas as peças são únicas e originais. E todo o processo, desde o corte, a soldadura e à lixadura, é feito pelo próprio na oficina. O artesão inspira-se no património da região e no “gosto pela natureza” para criar as peças, “que nascem quase por acaso” da inspiração de Bugalho Ferros.

O trabalho do artesão está exposto na região Oeste e não só. Há trabalhos em aço corten, com a assinatura do alcobacense, em países como Espanha, França e Holanda. No País, o artesão tem peças expostas em Pombal e no Bombarral. Quase sempre são peças de grandes dimensões, que atingem vários metros de altura e raramente pesam menos de uma tonelada. 

O exemplo mais recente do trabalho de Bugalho Ferros pode ser apreciado na Maiorga. Trata-se de um monumento de homenagem ao músico, encomendado pela Junta e pela Câmara e que está exposto no largo da Casa da Música daquela localidade. A clave de sol impressiona quem a vê com os seus três metros de altura e cerca de 20 toneladas de peso. Em estudo, está a possibilidade de o artesão produzir uma maçã, também com vários metros de envergadura, para embelezar uma das rotundas da cidade.

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