A criação de empresas ganhou novo fôlego em Alcobaça durante o mês de fevereiro, com um dado a destacar-se: num só mês foram constituídas seis entidades ligadas às atividades imobiliárias no concelho. O número contrasta com o registado em igual período do ano passado, quando tinha sido criada apenas uma, e ajuda a explicar a subida global da atividade empresarial no território.
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Os dados mais recentes do INE indicam que Alcobaça passou de 15 constituições de empresas em fevereiro de 2025 para 26 em fevereiro de 2026. A evolução traduz um crescimento expressivo e surge associada não apenas ao imobiliário, mas também a outros ramos de atividade com peso relevante na economia local.
A seguir às atividades imobiliárias, a construção aparece como o segundo setor mais dinâmico no concelho, com cinco novas entidades constituídas em fevereiro deste ano, mais uma do que em igual mês de 2025. O alojamento e restauração também mostra movimento, com três novas entidades, acima das duas registadas no período homólogo. Já a indústria transformadora, o comércio por grosso e a retalho e os transportes e armazenagem contribuíram, cada um, com duas constituições.
O retrato de Alcobaça mostra uma dinâmica repartida por vários setores, mas com maior intensidade nas áreas ligadas ao investimento imobiliário, à construção e a aos serviços.
Na Nazaré, o número total de novas entidades subiu apenas ligeiramente, de cinco em fevereiro de 2025 para seis em fevereiro de 2026, mas continua a verificar-se uma forte concentração da iniciativa empresarial em torno das atividades ligadas ao turismo. Em fevereiro do ano passado, as cinco constituições registadas no concelho pertenciam ao setor do alojamento e restauração. Este ano, embora a distribuição seja um pouco menos concentrada, esse mesmo setor voltou a liderar, com três das seis novas empresas.
Os números confirmam, assim, o peso persistente da economia turística na Nazaré. A restauração, o alojamento e todas as atividades associadas à receção de visitantes continuam a ser o principal motor da nova atividade empresarial no concelho, mesmo quando o número total de constituições cresce apenas de forma modesta.
Já em Porto de Mós, fevereiro trouxe um sinal inverso. O concelho registou sete novas constituições este ano, abaixo das 11 contabilizadas em fevereiro de 2025. A quebra sente-se sobretudo na construção, que desceu de quatro para duas novas entidades, e também no alojamento e restauração, setor que passou de duas constituições no ano passado para nenhuma neste fevereiro. O concelho continua, ainda assim, a revelar movimento empresarial, mas com menor intensidade do que no período homólogo.
No conjunto dos três concelhos foram constituídas 39 entidades em fevereiro último. Destas, 26 ficaram em Alcobaça, seis na Nazaré e sete em Porto de Mós.


