A agressão violenta a um jovem, na madrugada do último domingo, junto ao NBar, na Nazaré, gerou alarme social e voltou a colocar a segurança no concelho no centro do debate político. Vídeos que mostram a vítima a ser espancada por várias pessoas e, depois, caída no chão têm circulado nas redes sociais.
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O Comando Distrital de Leiria da PSP esclareceu ao REGIÃO DE CISTER que a polícia foi chamada cerca das 5 horas da madrugada por alguém que terá presenciado a agressão na via pública. A vítima, de nacionalidade estrangeira e que se encontrava na Nazaré como nómada digital, terá sido atacada por um grupo de cinco a seis indivíduos.
O jovem recebeu tratamento no Hospital de Santo André, em Leiria. A PSP está a investigar o caso e já identificou os suspeitos, não sendo conhecidos, até ao fecho desta edição, outros desenvolvimentos.
Entretanto, ontem, em reunião do executivo, o presidente da Câmara, Serafim António, considerou que estes são “factos que não podem ser ignorados” e anunciou uma reunião com o novo subcomissário da PSP da Nazaré para procurar soluções de reforço da segurança. O autarca revelou ainda que, a 30 de junho, escreveu ao ministro da Administração Interna a solicitar mais efetivos e a presença do Corpo de Intervenção da PSP durante a época balnear. “Necessitamos de meios humanos compatíveis com a realidade”, afirmou, recordando que a população da Nazaré aumenta significativamente no verão. Serafim António deixou uma palavra de confiança às forças de segurança, mas sublinhou que a própria PSP tem alertado para as limitações do efetivo disponível.
O episódio ocorre semanas depois de o executivo municipal ter aprovado, por unanimidade, a elaboração de estudos para a criação de um corpo de Polícia Municipal e para a instalação de videovigilância urbana. A proposta prevê que o estudo da Polícia Municipal analise o enquadramento legal, as competências, a estrutura, os recursos humanos, os custos e o modelo de articulação com as forças de segurança. No caso da videovigilância, deverá identificar objetivos, locais, número de câmaras, custos e requisitos técnicos e legais.
Serafim António ressalvou que a Polícia Municipal não substituirá a PSP, devendo assumir um papel complementar, sobretudo no ordenamento do espaço público e na prevenção de comportamentos de risco.
O edil criticou, contudo, a utilização política das imagens da agressão, numa referência a uma publicação do Chega Nazaré. “A forma como tem sido tratada na praça pública, com a divulgação de imagens de pessoas no chão, é inadmissível”, afirmou, rejeitando a ideia de que a Nazaré seja “um local completamente inseguro”.
Pelo PS, Milton Estrelinha questionou as diligências efetuadas para reforçar a segurança, enquanto Vanda Santos defendeu a continuação dos contactos com as autoridades. João Graça pediu mais meios à tutela e a aceleração dos estudos para a Polícia Municipal. Já Lúcia Loureiro, do Chega, criticou o presidente por não ter partilhado informação sobre os episódios de violência com os restantes vereadores, que também são interpelados pelos munícipes.


