Adega Cooperativa de Alcobaça apresenta novos vinhos e imagem

A Adega Cooperativa de Alcobaça está a ultimar o lançamento de dois novos vinhos: a grande novidade é o Montes colheita selecionada branco de 2016, mas há também o Montes colheita selecionada tinto 2015 com nova imagem.

O elemento comum aos dois vinhos selecionados é a apresentação através de uma nova garrafa, uma nova caixa e imagem. No caso do Montes branco, é um vinho que é feito de vinhas que foram reestruturadas num projeto iniciado em 2013. “Pela primeira vez pudemos vinificar essas vinhas desenhadas por nós, com escolha de castas. O Montes branco é feito em exclusivo dessas vinhas recuperadas”, explica o enólogo Rodrigo Martins.

O responsável técnico da Adega de Alcobaça salienta que estes vinhos “tentam enquadrar-se no perfil do consumidor atual, da exuberância aromática e frescura e intensidade na boca”, apresentando-se como “vinhos menos alcoólicos, mais aromáticos e frescos que vêm seguir tendências do consumo nacional e internacional”.

A aposta na reestruturação das vinhas revelou-se acertada, no entender de Rodrigo Martins, que valoriza o esforço da entidade em procurar retribuir aos associados esse investimento.

“Há um conjunto de pessoas que acreditam no setor e que tiveram a coragem de fazer a reestruturação das vinhas com a nossa orientação. Estão hoje mais próximas da Adega e percebem o esforço que a Direção tem feito no sentido de pagar melhor e de forma mais antecipada as uvas”, salienta.

Rodrigo Martins verifica uma “tendência nos últimos anos” para que os sócios da Adega com mais idade “abandonarem” as vinhas, não sendo substituídos por familiares. “Há claramente uma faixa etária que tem vindo a abandonar a atividade e nós temos de pensar o projeto da Adega através desta tipologia de vinhas que nos oferecem uma gama diferente de vinho. O resto das uvas são canalizadas para os vinhos de base”, sublinha.

A Adega de Alcobaça tem vindo a vinificar cerca de 400 mil litros de vinho por ano, mas a tendência é para haver “uma ligeira redução”, que se fique “pelos 300-350 mil litros de vinho com este grupo de produtores que fizeram esta reestruturação das vinhas”.

A entidade “fez grande investimento na parte de transformação”, tendo acabado com todos os depósitos em ferro e adquirido um parque de cubas em inox, “todas com controlo de temperatura”. Além disso, foram recuperados depósitos antigos de cimento, que são óptimos para armazenamento de vinho, pois há tendência de preferir cimento ao inox”, conclui Rodrigo Martins.