Igreja de São Gião vai abrir com centro de interpretação e loja

A igreja de São Gião deverá abrir à visitação pública antes do verão do próximo ano. O monumento de arquitetura religiosa, classificado como o estatuto de interesse nacional, localizado na Quinta de São Gião, será equipado com um centro de interpretação e uma loja de apoio ao visitante. A informação foi divulgada, esta semana, pela autarquia, depois de um encontro com os coordenadores da obra.

Com um investimento total de 245 mil euros, “a operação visa possibilitar a visita ao local, com elevado interesse turístico, científico e académico, dentro de poucos meses, estando o modelo de funcionamento futuro pensado para ser semelhante ao do Forte de S. Miguel Arcanjo”, adianta a autarquia, em comunicado.

Após várias décadas a aguardar por uma intervenção de fundo, a obra está identificada no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial, que faz parte integrante do PEDU da Nazaré, aprovado e contratualizado entre o Município da Nazaré e a Autoridade de Gestão do Programa Operacional Regional do Centro.

Assumida como uma prioridade pela Direção Geral do Património Cultural, a Igreja de São Gião tem estado ao abandono nos últimos anos. 

A primeira intervenção arqueológica aconteceu em 1965, com Eduíno Borges Garcia e Fernando de Almeida. Um quarto de século depois, em 1990, tiveram lugar os trabalhos de proteção, com instalação de uma cobertura provisória, que foi destruída pelos ventos e reposta nos anos de 1996 e 1997. Quando em 1998 o processo de expropriação foi concluído, foi ainda necessário uma intervenção da GNR, da Câmara e do Instituto Português do Património Arqueológico para tirar um ocupante que vivia nos edifícios da quinta.

No início do milénio realizou-se a primeira fase de recuperação e reabilitação, que segundo a DGPC, tratou-se de “num conjunto de operações de preparação da grande operação de reabilitação do monumento”. Trata-se do único monumento nacional do concelho da Nazaré, que os especialistas consideram que remonta ao século VI.