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Mercearia Conceição e Carlos valoriza comércio na Maiorga

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A Mercearia Conceição e Carlos cumpre assinala, a 18 de outubro, 31 anos ao serviço da população da Maiorga, assumindo-se como mais uma casa com história da região.

A Mercearia Conceição e Carlos cumpre assinala, a 18 de outubro, 31 anos ao serviço da população da Maiorga, assumindo-se como mais uma casa com história da região.

A simpatia da comerciante para servir os clientes ajuda a explicar que o negócio se mantenha de portas abertas. “Não temos preços competitivos, a concorrência é muito grande, mas vamos resistindo. Pensei muitas vezes em desistir, mas por cá continuo”, assevera a maiorguense. E como esta é uma história de resistência, a proprietária fala orgulhosamente da remodelação da mais antiga mercearia da Maiorga, que lhe permitiu passar a servir melhor quem a procura para comprar o que necessita para casa ou até para petiscar algo.

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A perda de população na Maiorga e a “concorrência forte” colocam em risco estas casas com história, mas Maria da Conceição nunca foi de virar a cara às adversidades. No próximo dia 18, assinalam-se precisamente 31 anos que a Mercearia Conceição e Carlos abriu ao público e o estabelecimento comercial tem vindo a adaptar-se às necessidades do público. “Começámos numa loja mais pequena, mas há 25 anos passámos para este espaço, que agora foi alargado. Sempre funcionámos como mini-mercado, mas tentamos ter uma oferta que possa ser útil aos clientes. Vendemos de tudo um pouco”, diz a comerciante, de 59 anos, que começou a trabalhar aos 14 na antiga Fiação e Tecidos. Por lá ficou alguns anos até que recebeu um convite para trabalhar com um pasteleiro que queria comercializar chocolates. “Só que as coisas não correram lá muito bem” e Maria da Conceição teve de tomar decisões importantes.

“Não tinha qualquer tradição de comércio na família, mas resolvi arriscar e estabeleci-me por conta própria. Até hoje não me arrependo”, conta a mulher que guarda, religiosamente, “todos os livros de fiados” desde que abriu a mercearia. “Tenho muito dinheiro para receber, mas sei que já não recebo. Já nem ligo muito”, confessa Maria da Conceição, revelando que, ainda hoje, tem clientes “que pagam ao mês, à semana e ao dia”. “Só que isto é como em tudo. Há pessoas sérias e outras menos sérias”, observa Maria da Conceição, que assume as responsabilidades da loja com o marido, Carlos, que durante o dia trabalha na fruticultura e “ajuda na loja à noite”. 

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