A música do Fadário chega a diferentes línguas

Sete meses depois da sua abertura, bem no coração da cidade, o Fadário é procurado tanto por portugueses como por estrangeiros, que vêm de propósito a terras de Cister para ouvir fado. Caso (ainda) não saiba, Alcobaça passou a ter sessões de fado todas as semanas, fazendo parte da rota dos fadistas e dos amantes desta arte, património da humanidade.
“No início, a ideia era estranha para a realidade da cidade, sete meses depois o Fadário é a única casa de fados entre Coimbra e Lisboa”, testemunha ao REGIÃO DE CISTER Emanuel Moura, um dos proprietários do espaço. Caso que leva o também fadista a dizer: “O Fadário primeiro estranhou-se, depois entranhou-se”.
O Fadário, avança Emanuel Moura, é um projeto em construção. “É absolutamente motivador quando percebemos que conseguimos marcar as pessoas pela diferença, quando ainda nem conseguimos fazer metade do que projetámos para o espaço”, refere. 
O Fadário é...? “Um espaço diferente onde há sempre uma guitarrada algures e em ambiente muito acolhedor se pode passar uma bela noite”, descreve o fadista.
Quanto aos clientes da Casa de Fados, Emanuel Moura não tem dúvidas ao afirmar: “Somos o bar dos noctívagos de Alcobaça, somos o bar de músicos e de amantes de música e somos o bar de fadistas”. As noites são procuradas, recorrentemente, por gente de Tomar, Pombal, Torres Novas e Santarém.
No Fadário já atuaram alguns dos melhores fadistas portugueses, entre eles Cristina Madeira, Filipa Maltieiro, Emanuel Soares, Teresa Tapadas, Cláudia Picado, João Chora e Deolinda Bernardo.
Emanuel Moura quer tornar o Fadário numa referência dentro do mundo do fado. “O nosso objetivo é ser o local (fora de Lisboa) onde se ouvem as grandes vozes e os grandes músicos da atualidade”, explica. Para breve, a abertura de uma adega. Está quase pronta!