Quarta-feira, Outubro 7, 2026
Quarta-feira, Outubro 7, 2026

Padre desvaloriza críticas nas redes sociais sobre artigo de opinião

Data:

Partilhar artigo:

Um artigo de opinião publicado no quinzenário “O Alcoa” sobre os “livros maus” colocou o pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça no centro de uma polémica nas redes sociais. Ao REGIÃO DE CISTER, o padre Ricardo Cristóvão desvaloriza as críticas e afirma “estar apenas a citar um santo”.
 

Um artigo de opinião publicado no quinzenário “O Alcoa” sobre os “livros maus” colocou o pároco da Paróquia do Santíssimo Sacramento de Alcobaça no centro de uma polémica nas redes sociais. Ao REGIÃO DE CISTER, o padre Ricardo Cristóvão desvaloriza as críticas e afirma “estar apenas a citar um santo”.

“Que piedade poderá ter um cristão que se ocupa com a leitura de romances ou novelas amorosas? (…) Causam um mal imenso: excitam a sensualidade, inflamam as paixões, que facilmente arrastam consigo a vontade ou, ao menos, a enfraquecem tanto que o demónio já encontra um coração preparado para uma queda desastrosa no abismo do pecado”, escreveu o pároco num espaço de opinião na última edição do jornal. “Se chegar às tuas mãos um tal livro, lança-o imediatamente no fogo”, lê-se ainda.

Região de Cister - Assine já!

Perante tais afirmações, o pároco tem sido alvo de duras críticas nas redes sociais, acusado de promover o “ódio”, “o regresso da inquisição” e a “iliteracia”. O artigo de opinião foi inclusive partilhado no Instagram do humorista Nuno Markl. “Em 1997 era humor e caricatura. Em 2020, é uma crónica séria do pároco de Alcobaça, citando Santo Afonso Maria de Ligório – parecem soar frescas, no século XXI, que nem um Calippo de Verão”, apontou.

No entanto, o padre Ricardo Cristóvão esclarece que o artigo tem “como base uma citação do santo Afonso Maria de Ligório”. “Entendo que aqueles que não têm relação com a igreja sejam contra a opinião de um santo, mas creio que todos temos a capacidade de adaptar a mensagem aos dias de hoje”, argumenta. “Não estou a incentivar queimadas com livros. Apenas recordo essa prática do passado e uso-a como metáfora para o que devemos fazer atualmente, isto é, colocar esses livros de lado”, acrescenta, revelando que não tem por hábito “acompanhar discussões nas redes sociais”.

 

AD Footer

Artigos Relacionados

Leonel Fadigas apresenta livro sobre as invasões francesas na região

“As Invasões Francesas na Região de Alcobaça: Memória Histórica e Social de Tempos Sofridos (1807-1811)” é o título...

Ceeria realiza obras de melhoramentos no valor de 15 mil euros

O Centro de Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (Ceeria) está a realizar obras de melhoramento e...

A Guerra do Ultramar… interpertada por quem a viveu

Os idosos da Santa Casa da Misericórdia de Alcobaça, da Associação de Solidariedade Social do Areeiro (ASSA), do...

Praia das Paredes revela 210 quilos de resíduos escondidos

A Praia de Paredes da Vitória parecia limpa até começar a ser limpa. Na passada sexta-feira, 26 de...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!