Os “paléques valadêres” (também) querem “bálhar”

Nas noites desta sexta-feira, de sábado e de segunda-feira “vai o Valáde tode em pêse á relár inté à BIR”. Quem o garante são os “Valadêres”, grupo criado no ano passado, que este ano confirma, na marcha, que o “Paléque Valadêre” quer “é bálhe”. Que o diga André Santos, presidente da Direção da Biblioteca Instrução e Recreio (BIR): “este ano tivemos de aumentar o espaço do baile para o dobro”.

A tradição do Carnaval em Valado dos Frades não é nova, mas ganhou novo impulso nos últimos anos. O dirigente conta que o primeiro “bálhe” organizado pela BIR ainda foi na antiga sede e o que estava previsto ser “uma pequena brincadeira” resultou “numa grande enchente, que até fizeram levantar os tacos da sala”.

Mas nos últimos sete anos, o Entrudo valadense ganhou um novo fôlego com a atuação da banda, que, também ela, tem vindo a evoluir e a tornar-se numa imagem de marca. “Temos a banda [Black Ninjas do Foguetêre Orquestra] com mais elementos, 9 no total, e acaba por ser essa a essência do Carnaval da BIR”, realça André Santos.

Outra das particularidades do carnaval valadense é o custo das entradas nos bailes. Até ao ano passado para entrar na sala da BIR pagava-se 1,99, 2,99 euros... mas, nos últimos dois anos, a Direção aumentou os preços para 3 e 3,50 euros “porque diziam que era muito barato, comparado com os outros bailes”.  Ainda assim, “cada um acaba por dar o que pode e quer porque reconhecem o trabalho voluntário do clube”, adianta o presidente do clube, valorizando aqueles que optam por ser mais generosos no momento da aquisição dos bilhetes.

Quando questionado em que medida o Entrudo “valadêre” é diferente dos restantes da região, o dirigente responde prontamente: “em Alcobaça salta-se, na Nazaré vai tudo p’u ar e no Valado dança-se, sem grande confusão. Acaba por ser um Carnaval para a família toda”. Tanto que já acontece o que há uns anos seria impensável. “Há cada vez mais nazarenos e alcobacenses a vir ao carnaval da BIR”, nota. 

Este ano também o Clube Recreativo Beneficente Valadense, outrora a principal sala de baile daquela vila, vai retomar os “bálhes” com dois dias de folia (sábado e segunda-feira). Ao contrário da Nazaré, em Valado dos Frades não há bailes ao domingo porque segunda-feira “é dia de descanso”, nem à terça-feira porque “na quarta é dia de trabalho”. O que não quer dizer que seja descanso do Carnaval, “porque aproveitamos para visitar as outras salas nesses dias”. Hop Hop Hop, valadêre!