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Nuno Santos afina som de violino onde menos se espera

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O que é que um violino e o surf têm em comum? Aparentemente nada. Mas o vestiariense Nuno Santos casa as “duas paixões” no projeto “Um Violino nos Locais Mais Improváveis”. 

O que é que um violino e o surf têm em comum? Aparentemente nada. Mas o vestiariense Nuno Santos casa as “duas paixões” no projeto “Um Violino nos Locais Mais Improváveis”. Quão improváveis? No topo de dois vulcões no Equador, na Pedra do Guilhim, na Nazaré, debaixo de água, na floresta amazónica e, mais recentemente, enquanto surfava uma onda gigante da praia do Norte. 

A paixão pelo violino surgiu cedo. Nuno Santos frequentou, durante a infância e adolescência, a Sociedade Filarmónica Vestiariense, na qual aprendeu a tocar o instrumento de cordas. A relação com o violino nem sempre foi boa, teve altos e baixos, e chegou a haver “divórcio”, o que motivou a aproximação ao desporto e, em particular, ao surf.

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O que ao início começou por ser um “ato de rebeldia” foi resultando numa paixão, que levou o vestiariense a ingressar na licenciatura em Ciência do Desporto. Atualmente, é docente no Instituto Politécnico de Leiria, com tempo para tocar violino e praticar surf.

 O objetivo para o futuro é “estabelecer um recorde mundial” por tocar violino enquanto surfa. Mas não pode ser uma onda ou uma música qualquer. “Tem de ser algo que orgulhe tanto os surfistas como os músicos”, sublinha Nuno Santos.

A preparação para o feito não será “fácil”, mas ao contrário do que se poderia pensar, a dificuldade não reside no violino. O instrumento, explica o músico e desportista, é “mais resistente do que parece”. A verdade é que o surfista nunca partiu nenhum enquanto “apanhava” as ondas gigantes. “É o resultado de vários séculos de aperfeiçoamento na construção do instrumento”, acrescenta. O mesmo não se pode dizer do surfista, que volta e meia, apanha “alguma porrada”.

Para provar que Nuno Santos não é o homem dos sete ofícios, mas pelo menos dos quatro, o vestiariense apresentou o álbum conceptual intitulado “Elementos”, com temas próprios. O trabalho reúne os cinco elementos: ar, fogo, terra, água e quintessência. O “elemento” do surf também não poderia faltar e, por isso, a apresentação decorreu no… Forte de São Miguel Arcanjo, na Nazaré.

Aos 35 anos, o filho da terra prepara-se para voltar a tocar em cima de uma prancha, no famoso tubo de Mullaghmore, na Irlanda. Mas, na verdade, ninguém sabe ao certo os locais onde Nuno Santos e o seu violino poderão surpreender.

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