Sábado, Novembro 7, 2026
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Condições climatéricas atrasam campanha de maçã e pera

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Só por estes dias é que os produtores de Pera Rocha e Maçã de Alcobaça da região vão começar a colher frutos, algo que já não acontecia há cerca de dez anos. O atraso da época de colheita, que devia que ter arrancado por volta do dia 10 de agosto, deve-se às condições climatéricas, com temperaturas amenas e períodos prolongados de chuva, que se registaram ao longo dos últimos meses e que provocaram dificuldades na floração e nos vingamentos da fruta.

Só por estes dias é que os produtores de Pera Rocha e Maçã de Alcobaça da região vão começar a colher frutos, algo que já não acontecia há cerca de dez anos. O atraso da época de colheita, que devia que ter arrancado por volta do dia 10 de agosto, deve-se às condições climatéricas, com temperaturas amenas e períodos prolongados de chuva, que se registaram ao longo dos últimos meses e que provocaram dificuldades na floração e nos vingamentos da fruta.

No caso da Maçã de Alcobaça, “o atraso da colheita é de cerca de três semanas face ao normal“, assegura o presidente da Associação de Produtores da Maçã de Alcobaça (APMA), explicando que a maioria dos produtores da região, tanto de maçã como de pera, arranca com a campanha na próxima segunda-feira.

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Jorge Soares estima que a campanha 2016  atinja, pelo menos, as 40 mil toneladas de frutos, um número abaixo dos últimos dois anos. “Pela primeira vez em dois anos consecutivos prevê-se uma quebra de produção. Nas variedades vermelhas a quebra deverá chegar aos 30% e nas restantes 20%“, adianta o responsável. Sobre a qualidade, o presidente da APMA é mais otimista: “a maçã terá uma grande quantidade de açúcares e consistência, devido ao inverno extremamente quente“.

Já João Dias, técnico de campo da Cooperativa Agrícola de Alcobaça, acredita que “os calibres e níveis de coloração serão mais moderados comparativamente a outros anos, contudo a maçã continua com a qualidade de outras colheitas”. 

Relativamente à Pera Rocha, o técnico antecipa “um ano igualmente atípico, estando os prazos de colheita quase com um atraso de um mês e, por isso, ainda é difícil prever o que será a colheita deste ano, podendo-se apontar provavelmente para frutos com mais açúcar, mas à partida é natural que se verifique uma quebra geral da produção”.

A Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha do Oeste, cujos associados detêm 85% da produção nacional, prevê uma produção em termos de quantidade idêntica à da campanha anterior, e com uma qualidade similar. Em 2015 a produção dos associados da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP) foi de 114.422 toneladas. Em 2015, a produção total nacional terá sido de 133.049 toneladas.

 

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