Quinta-feira, Abril 9, 2026
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Jovem Cientista do Ano 2016 é dos Casais de Santa Teresa

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O artigo “Warm vegetarians? Heat waves and diet shifts in tadpoles”, publicado na revista científica Ecology, valeu a Bruno Carreira, investigador natural de Casais de Santa Teresa, a conquista do Prémio Fluviário de Mora – Jovem Cientista do Ano 2016. 

O artigo “Warm vegetarians? Heat waves and diet shifts in tadpoles”, publicado na revista científica Ecology, valeu a Bruno Carreira, investigador natural de Casais de Santa Teresa, a conquista do Prémio Fluviário de Mora – Jovem Cientista do Ano 2016. 

“É o reconhecimento da qualidade da investigação que fiz durante o doutoramento [da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa] e da projeção surpreendente desta publicação, que fez notícia em blogs e jornais um pouco por todo o mundo e que inclusivamente figura no número de março da revista americana Natural History”, adianta o agora investigador de pós-doutoramento do cE3c – Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais ao REGIÃO DE CISTER. “É muito gratificante ver o meu trabalho divulgado e premiado a estes níveis e, de certa forma, faz-me esquecer a sua má aceitação inicial, muito ligada ao facto de ser apenas um estudante de doutoramento e por estar a abordar um tema controverso com conclusões inesperadas“, acrescenta o antigo aluno da Escola Secundária D. Inês de Castro (Esdica), em Alcobaça.

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O concurso distingue anualmente desde 2010 um aluno de licenciatura, mestrado ou doutoramento que tenha publicado, como primeiro autor e no ano do concurso, um artigo sobre conservação e biodiversidade de recursos aquáticos continentais (estuários e rios). Os principais resultados deste artigo mostram que as de ondas de calor tornam os girinos mais vegetarianos, uma vez que aumentam a assimilação de matéria vegetal. “Embora os efeitos da temperatura nos animais sejam estudados há décadas, a descoberta da influência da temperatura na dieta dos animais ectotérmicos (de sangue frio) é muito recente”, explica Bruno Carreira. “Entre 2015 e 2016 várias equipas de investigadores sediados na China, Alemanha e República Checa descobriram independentemente que os animais ectotérmicos aumentam a herbivoria a temperaturas mais elevadas”, nota. Do ponto de vista de aplicação prática, “a mais óbvia prende-se com a otimização da produção animal, em aquaculturas por exemplo, regulando a composição das rações em função da temperatura ambiente”, defende.

Além deste prémio, a Associação Ibérica de Limnologia já tinha nomeado a tese do jovem de 29 anos como a “melhor tese doutoral portuguesa de 2016”, que seguiu depois para o concurso europeu de melhor tese desenvolvida no âmbito das ciências de água doce. 

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