Segunda-feira, Fevereiro 2, 2026
Segunda-feira, Fevereiro 2, 2026

Os “paléques valadêres” (também) querem “bálhar”

Data:

Partilhar artigo:

Nas noites desta sexta-feira, de sábado e de segunda-feira “vai o Valáde tode em pêse á relár inté à BIR”. Quem o garante são os “Valadêres”, grupo criado no ano passado, que este ano confirma, na marcha, que o “Paléque Valadêre” quer “é bálhe”. 

Nas noites desta sexta-feira, de sábado e de segunda-feira “vai o Valáde tode em pêse á relár inté à BIR”. Quem o garante são os “Valadêres”, grupo criado no ano passado, que este ano confirma, na marcha, que o “Paléque Valadêre” quer “é bálhe”. Que o diga André Santos, presidente da Direção da Biblioteca Instrução e Recreio (BIR): “este ano tivemos de aumentar o espaço do baile para o dobro”.

A tradição do Carnaval em Valado dos Frades não é nova, mas ganhou novo impulso nos últimos anos. O dirigente conta que o primeiro “bálhe” organizado pela BIR ainda foi na antiga sede e o que estava previsto ser “uma pequena brincadeira” resultou “numa grande enchente, que até fizeram levantar os tacos da sala”.

Região de Cister - Assine já!

Mas nos últimos sete anos, o Entrudo valadense ganhou um novo fôlego com a atuação da banda, que, também ela, tem vindo a evoluir e a tornar-se numa imagem de marca. “Temos a banda [Black Ninjas do Foguetêre Orquestra] com mais elementos, 9 no total, e acaba por ser essa a essência do Carnaval da BIR”, realça André Santos.

Outra das particularidades do carnaval valadense é o custo das entradas nos bailes. Até ao ano passado para entrar na sala da BIR pagava-se 1,99, 2,99 euros… mas, nos últimos dois anos, a Direção aumentou os preços para 3 e 3,50 euros “porque diziam que era muito barato, comparado com os outros bailes”.  Ainda assim, “cada um acaba por dar o que pode e quer porque reconhecem o trabalho voluntário do clube”, adianta o presidente do clube, valorizando aqueles que optam por ser mais generosos no momento da aquisição dos bilhetes.

Quando questionado em que medida o Entrudo “valadêre” é diferente dos restantes da região, o dirigente responde prontamente: “em Alcobaça salta-se, na Nazaré vai tudo p’u ar e no Valado dança-se, sem grande confusão. Acaba por ser um Carnaval para a família toda”. Tanto que já acontece o que há uns anos seria impensável. “Há cada vez mais nazarenos e alcobacenses a vir ao carnaval da BIR”, nota. 

Este ano também o Clube Recreativo Beneficente Valadense, outrora a principal sala de baile daquela vila, vai retomar os “bálhes” com dois dias de folia (sábado e segunda-feira). Ao contrário da Nazaré, em Valado dos Frades não há bailes ao domingo porque segunda-feira “é dia de descanso”, nem à terça-feira porque “na quarta é dia de trabalho”. O que não quer dizer que seja descanso do Carnaval, “porque aproveitamos para visitar as outras salas nesses dias”. Hop Hop Hop, valadêre!

AD Footer

Artigos Relacionados

Jovens lançam nova agência criativa com ADN em Alcobaça

Ana Oliveira e Carolina Albuquerque, de 28 anos, e Renata Monteiro, de 27, são as três jovens empreendedoras...

Escola Básica conquista concurso Repórter Electrão

A Escola Básica de Pedreiras, em Porto de Mós, foi distinguida com o primeiro prémio, referente ao 1.º...

Doações de sangue com pior registo das últimas três décadas

A Associação de Dadores Benévolos de Sangue do Concelho de Alcobaça recebeu 774 dádivas de sangue no ano...

Terceira idade foi replicada por quem ajuda a enfrentá-la

Não faltou a vontade de ir à casa de banho nos momentos mais inconvenientes. Reclamou-se por causa das...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!