Domingo, Outubro 4, 2026
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Fuzileiro alfeizerense resgata mulher em Moçambique

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A imagem do sargento fuzileiro portugês da Marinha Portuguesa que resgatou, no passado domingo, uma mulher moçambicana que estava retida numa aldeia junto ao rio Buzi, na cidade da Beira, tornou-se viral. Porém, o que poucos saberão é que o “herói” é Nunoel Faustino, natural dos Raposos, residente em Alfeizerão e… chefe do Agrupamento de Escuteiros de Alfeizerão.

A imagem do sargento fuzileiro portugês da Marinha Portuguesa que resgatou, no passado dia 24 de março, uma mulher moçambicana que estava retida numa aldeia junto ao rio Buzi, na cidade da Beira, tornou-se viral. Porém, o que poucos saberão é que o “herói” é Nunoel Faustino, natural dos Raposos, residente em Alfeizerão e… chefe do Agrupamento de Escuteiros de Alfeizerão.

Entrou para a Marinha há 18 anos e já esteve em missões na Lituânia, no Senegal, em Timor e no Afeganistão. Na passada sexta-feira abraçou outra, ao incorporar a primeira equipa da Marinha Portuguesa enviada para a cidade moçambicana da Beira, para ajudar no resgate e apoio da população após a tragédia do ciclone Idai. O fuzileiro, que integra a Força de Reação Imediata (FRI) em missão humanitária na zona da tragédia, viajou até ao local a bordo de um helicóptero da Marinha indiana ao serviço das Nações Unidas. 

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Durante o reconhecimento aéreo que estava a ser realizado com uma equipa de militares portugueses para identificarem as zonas onde iriam fazer distribuição alimentar de emergência às populações isoladas, a tripulação, da qual o alfeizerense fazia parte, “apercebeu-se de um pedido de auxílio de vários populares no solo, que acenavam a pedir ajuda”, descreve a Marinha, em comunicado. Foi, aí, que o Sargento Fuzileiro Faustino se voluntariou “de imediato para comunicar em português“ e efetuar o salvamento, descendo com a ajuda de um guincho. O momento foi captado em vídeo pela Marinha Portuguesa, tendo sido também partilhadas imagens no Facebook. 

Segundo as Forças Armadas, a mulher, isolada há vários dias na ilha, foi encontrada “com sinais evidentes de fraqueza” durante uma operação de reconhecimento às áreas que ficaram isoladas após a passagem do ciclone Idai, que inundou várias zonas da província da Sofala e matou, até à data, 468 pessoas.

Também o comandante do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Leiria, Carlos Guerra, partiu para Moçambique integrado numa equipa avançada de peritos multidisciplinares da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC). O beneditense foi acompanhado de elementos de Comando da ANPC, da Força Especial de Bombeiros, da Guarda Nacional Republicana (UEPS – Unidade de Emergência de Protecção e Socorro e binómios de busca e socorro), do INEM e da EDP.

A bordo do C-130 seguiram equipamentos de apoio logístico à missão portuguesa e à missão consular do Ministério dos Negócios Estrangeiros e também de apoio ao Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses.

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