Sábado, Maio 2, 2026
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Parque dos Monges regressa às origens

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De Alcobaça para Alcobaça. Este é o mote que o Parque dos Monges tem estado a adotar, num verdadeiro regresso às origens. O “milagre” da aposta nos santos… da casa passa por recrutar trabalhadores do concelho e trabalhar para e em prol da região de Cister. Os resultados estão à vista: desde o início deste ano que o parque temático, instalado na antiga granja dos monges, denominada Quinta das Freiras, em Chiqueda, já registou mais de 35 mil visitantes. Um número recorde desde que o Parque dos Monges abriu ao público em 2011.

De Alcobaça para Alcobaça. Este é o mote que o Parque dos Monges tem estado a adotar, num verdadeiro regresso às origens. O “milagre” da aposta nos santos… da casa passa por recrutar trabalhadores do concelho e trabalhar para e em prol da região de Cister. Os resultados estão à vista: desde o início deste ano que o parque temático, instalado na antiga granja dos monges, denominada Quinta das Freiras, em Chiqueda, já registou mais de 35 mil visitantes. Um número recorde desde que o Parque dos Monges abriu ao público em 2011.

“Pela necessidade, o Parque teve de se reinventar e reinventou-se olhando para dentro”, assume João Pereira, do departamento comercial do parque. O ponto de viragem aconteceu em 2017, quando “o parque deixou de ter espetáculos para as pessoas baterem palmas e passou a apostar na vertente pedagógica, com um forte incremento nos ateliês, em que oferecemos experiências sensoriais”, acrescenta. Além disso, foi reforçada a divulgação dos produtos e marcas da cidade e do concelho de Alcobaça, com a criação de percursos turísticos fora do parque. “O parque nunca esteve tão próximo daquilo que foi pensado, há 30 anos, quando surgiu a ideia de negócio. Quem o diz são os próprios proprietários”, nota João Pereira, para provar a “boa saúde” que o Parque dos Monges vive por estes dias.

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Entre o ateliê da ciência, do pão, do papel, das pizzas, de bolachas, do barro, do sabão, dos ninhos e de técnicas de sobrevivência, as crianças têm a oportunidade de experimentar as atividades e essa é, na opinião dos responsáveis, a grande mais-valia do parque.  “Hoje em dia as crianças que se desloquem ao Parque dos Monges vão aos moinhos das Azenhas de Chiqueda,  moem o milho e o trigo, trazem a farinha e vêm até ao Parque dos Monges fazer o pão, meter a mão na massa, e depois colocam-na no forno. Como costumo dizer, explicamos-lhes de onde vem a Padaria Portuguesa”, exemplifica João Pereira, reiterando que “esta mudança de paradigma tem dado muito bons resultados”. 
Se, até há uns anos, o Parque dos Monges era conhecido e referenciado como um parque temático, muito vocacionado para os torneios medievais e ligado a marcas internacionais, atualmente o conceito passa pela experiência e pelo conhecimento de uma região, transmitido pela “personagem” do monge, da Padeira de Aljubarrota, ou de outra figura da história local ou nacional, interpretada, na grande maioria das vezes, por animadores e atores de Alcobaça ou do concelho. “O facto de alocarmos ao nosso logótipo o nome Alcobaça faz, por exemplo, toda a diferença”, frisa o responsável comercial. 

Tanto assim é que todos os produtos e marcas de Alcobaça também fazem parte do “cardápio” no Parque: a Ginja, os doces conventuais, a Maçã de Alcobaça… “Todos os conteúdos são pensados e relacionados com a região”. E a própria experiência da visita já extravasa os 24 hectares do Parque, sendo alargada a outros espaços do concelho. “A ideia é pernoitar no Parque, dando tempo para fazer visitas ao Mosteiro de Alcobaça, ao Mosteiro de Coz, Museu do Vinho, à Quinta dos Capuchos, aos Moinhos Azenhas de Chiqueda, de forma a viverem a região num todo”, salienta o alcobacense. E os frutos parecem estar a ser colhidos: “Temos finalmente pessoas de Alcobaça a usufruírem do Parque. Já há quem venha duas ou três vezes durante o mesmo no verão, o que há uns anos era impensável”. 

As escolas – e chegam ali grupos de norte a sul do País – são dos principais grupos a visitar o Parque. “O Parque quer ser, e já é, um parque 5 estrelas ao nível dos programas escolares, porque é esse o nosso principal público”, sublinha João Pereira, notando que a subida de preços nos programas escolares no ano passado veio valorizar e reconhecer a qualidade dessas atividades. Mas é no segmento das empresas e das famílias que o Parque tem vindo a conquistar terreno, muito graças à aposta no glamping e na abertura do parque a pequenos grupos. “A principal dificuldade era combater a sazonalidade. O glamping veio ajudar a resolver o problema. Recentemente teve uma grande remodelação e hoje em dia é um produto cada vez mais premium”, explica. Está também a ser criado um novo catálogo para grupos, “pensado para estar muito ligado ao local e com a preocupação de dar resposta aos pequenos grupos, numa lógica de solução chave na mão”, afirma. 
Além de estabelecer parcerias para criar sinergias em prol da região, o espaço também tem sido muito procurado para a realização de festas de aniversário. “Para a região temos uma oferta muito alargada. Além do monitor e do lanche, temos sempre espaços cobertos, que, em caso de chuva, salvaguardam a festa”.

Chegam a trabalhar ali quase 60 pessoas, embora existam 14 postos de trabalho fixos (em 2016 eram 6), mas a grande dificuldade está mesmo em “recrutar pessoal”, até porque “o parque já não é uma atividade sazonal, trabalha o ano todo”. Com 37 programas escolares, 7 tipologias/temáticas para empresas, 29 programas para grupos gerais, num conjunto total de 45 atividades, animações, visitas e espetáculos, o desafio é mesmo escolher o que fazer num parque que até os monges gostariam de ter conhecido.
 

 

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