Sábado, Julho 2, 2022
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Verba da madeira do incêndio em Pataias aplicada na reflorestação

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Na sequência do grande incêndio de 2017, que consumiu cerca de 3 mil hectares de pinhal em Pataias, a Câmara de Alcobaça transferiu cerca de 300 mil euros para a União de Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM) provenientes da venda da madeira ardida.

Na sequência do grande incêndio de 2017, que consumiu cerca de 3 mil hectares de pinhal em Pataias, a Câmara de Alcobaça transferiu cerca de 300 mil euros para a União de Freguesias de Pataias e Martingança (UFPM) provenientes da venda da madeira ardida. Metade do dinheiro já foi investido, tendo grande parte sido afeto à reflorestação, garantiu ao REGIÃO DE CISTER o presidente da UFPM.

O assunto tem motivado questões dos autarcas socialistas, tanto na Assembleia da UFPM como no executivo municipal, tendo o vereador César Santos perguntado, por diversas vezes, que projetos existem para alocar a verba entregue pelo município. “É muito dinheiro para não sabermos onde é aplicado”, reiterou o vereador do PS.

Ao REGIÃO DE CISTER,  Valter Ribeiro esclarece que ainda falta fazer parte da reflorestação “porque o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas [ICNF] falhou na entrega atempada das plantas” e “antes do verão era para estar reflorestada, com pinheiros mansos, toda a zona junto às piscinas municipais e à Lagoa de Pataias”, uma área que tinha ardido em 2015, mas na qual a UFPM aplicou parte da verba do incêndio de 2017. “Está tudo plantado do lado da Lagoa, faltando agora a zona referente ao outro lado da Estrada Atlântica”, adianta o social-democrata, que esclarece que, para além do dinheiro gasto na aquisição das plantas, cabem à Junta os custos da mão de obra da empreitada entregue à Associação de Produtores Florestais dos Concelhos de Alcobaça e Nazaré. A organização sediada em Pataias está também a plantar novas árvores no parque de merendas de Paredes da Vitória, depois de arrancadas as acácias, consideradas espécies invasoras. “Ali serão colocados pinheiros mansos e outras espécies de árvores que dão sombra”, garantiu Valter Ribeiro.

Toda a restante zona afetada pelo incêndio de 2017 será reflorestada com pinheiros bravos, em articulação com o ICNF, numa intervenção entretanto agendada para outubro deste ano.

A par da reflorestação em curso, foram afetos 45 mil euros à Associação de Bombeiros Voluntários de Pataias “naquilo que a corporação precisava”, disse também o autarca da UFPM.

O dinheiro entregue à UFPM serviu ainda para ações de sensibilização, nomeadamente a que aconteceu a 24 de novembro de 2019, com o lançamento do CD e livro “Eu sou a floresta”, uma obra que junta vários autores e músicos, patrocinada pela Junta, entre outras entidades, que se debruça sobre o Pinhal de Leiria e espaços circundantes, nas vertentes ambiental, cultural e histórica. Com a iniciativa, que decorreu no Clube Desportivo Pataiense, a UFPM ofereceu exemplares do CD às crianças “como forma de as alertar para a importância da nossa enorme área de pinhal”, disse ainda o autarca.

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