Sexta-feira, Novembro 6, 2026
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Rui dos Cestos preserva legado familiar na Sub-Vila

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Rui Santos é um dos alcobacenses mais nazarenos que se conhecem. O comerciante trabalha na vila desde tenra idade e é hoje o rosto de uma das lojas mais antigas da conhecida Rua Sub-Vila.

Rui Santos é um dos alcobacenses mais nazarenos que se conhecem. O comerciante trabalha na vila desde tenra idade e é hoje o rosto de uma das lojas mais antigas da conhecida Rua Sub-Vila. O espaço abriu em 1962, quando os pais, Silvino e Maria de Lurdes Santos, iniciaram o negócio para o comércio de cestos, alcofas de palha e artigos em junco, mas com o decorrer dos anos a atividade foi desaparecendo e Rui Santos, que então se tornou gerente da loja, decidiu recriar o espaço para uma casa de moda. O sucesso foi tal que não há nazareno que não conheça o Rui das Cestas.

“Comecei a ver que a procura de cestos era pouca e como sempre vendemos chinelos, optei por começar a vender outros modelos e outro tipo de calçado”, conta ao REGIÃO DE CISTER, Rui dos Cestos, como é conhecido na Nazaré. “A Picadilly é a número um em sapatos de senhora, mas a minha grande aposta é a qualidade e o conforto dos materiais”, nota o comerciante, que desde os primeiros anos de vida se lembra de ir para a loja.E até já vendia alguns produtos. “Com 10 anos já atendia clientes e como tinha algum “dom” para a conversa conseguia ir vendendo algumas coisas”, graceja o empresário que reside no Sítio da Nazaré há 20 anos.

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“Abro a porta por volta das 9 horas e costumo encerrar às 19 horas, mas neste negócio os horários nunca são certos”, diz Rui Santos, de 56 anos, acrescentando que são muitos os dias em que tem o estabelecimento aberto depois da hora por “amor à camisola”. Em época balnear acaba mesmo por fechar o espaço apenas às 22 horas. “Como é a época do ano em que estão cá muitos estrangeiros, aproveito sempre para tentar vender mais peças”, afirma, mostrando que nem a língua estrangeira o intimida quando se trata de negócio. “Falo pouco inglês, mas com a ajuda da internet e por gestos lá me vou desenrascando”, brinca, dizendo que é mais fácil quando se trata de falar francês.

A organização do espaço é uma “imagem de marca” da casa comercial. As caixas de sapatos no chão e devidamente organizadas por tamanho e variedade, ainda impressionam alguns visitantes, contudo o negócio já viveu dias melhores. “Há meia dúzia de anos os estrangeiros compravam mais coisas”, relata Rui dos Cestos, que durante a época baixa comercializa, ainda, flores. “É uma das coisas mais procuradas nos meses com menor afluência”.

Na sub-vila da Nazaré não há quem passe um dia sem cumprimentar o gerente, e a intenção é que nos próximos 10 anos o ritual se mantenha…

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