Sábado, Agosto 13, 2022
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Futebol: A gloriosa temporada de 1988/1989 do Mirense

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A época de 1988/1989 será para sempre recordada na história da UR Mirense e pelas gentes de Mira de Aire

A época de 1988/1989 será para sempre recordada na história da UR Mirense e pelas gentes de Mira de Aire. O clube bateu o Famalicão (4-2) na final que decidia o campeão da 3.ª Divisão nacional, num jogo em que a equipa orientada pelo técnico Vítor Manuel até partia com menor dose de favoritismo.“Lembro-me de o presidente do Famalicão me dar os parabéns pelo nosso campeonato antes do encontro, dizendo que só era pena termos encontrado o Famalicão na final”, conta ao REGIÃO DE CISTER Mário Cruz, presidente do Mirense entre 1980 e 1990, recordando que no fim do encontro foi mesmo o clube do distrito de Braga que acabou por ceder as garrafas de champanhe para os mirenses fazerem a festa. 

“Como o Famalicão tinha começado a temporada na 1.ª Divisão nacional, da qual baixou à 3.ª Divisão por uma situação administrativa, nunca pensaríamos que fosse possível vencer aquela final”, confessa o ex-dirigente, que naquela época viu a equipa alcançar um registo histórico. O Mirense sagrou-se campeão de série D com 24 vitórias e 10 empates e até ao título viria ainda a eliminar Samora Correia e Lusitano de Vila Real de Santo António.

Naquela época, o plantel era formado por apenas três jogadores naturais da vila, mas Mário Cruz ressalva que o grupo era como uma família. “Em relação à anterior temporada na 2.ª Divisão nacional, apenas contratamos três jogadores, entre os quais o nazareno José Rui, que acabaria por ser o nosso capitão”, lembra o antigo dirigente, acrescentando que o plantel era constituído por jogadores de localidades próximas e que alguns dos quais representaram o clube dos distritais aos nacionais: Albertino, Rui Gaivoto e Fernando Mateus. Fernando Mateus foi, aliás, um dos artilheiros de serviço na gloriosa temporada, com 20 golos apontados.

O ex-jogador destaca as “qualidades futebolísticas e humanas” do grupo de 1988/1989, mencionando que aquela equipa tinha “qualidade para discutir a divisão acima”. O avançado, no entanto, não esquece a época 1985/1986, em que a equipa também festejou a subida ao segundo escalão com apenas uma derrota. “O plantel contava apenas com jogadores amadores”, completa.

Já Jorge Casquilha foi o melhor marcador dos mirenses em 1988/1989, com 42 golos em todas as provas, e marcou no emblemático jogo com o Famalicão no estádio Mário Duarte, em Aveiro. “Foi uma sensação fantástica marcar na final. Lembro-me que aproveitei um ressalto à entrada da área e rematei colocado”, conta Jorge Casquilha, que assinou no final da época pelo Benfica e se afirmou na 1ª Divisão no Gil Vicente.

No final da temporada 1987/1988, Mário Cruz anunciara a saída da presidência do clube na época seguinte, mas não sem antes fazer uma promessa. “Vou voltar a colocar o clube na 2.ª Divisão nacional”. Meses depois a promessa tornou-se real e o Mirense voltava, assim, a disputar a 2.ª Divisão. Para mais tarde recordar.

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