Domingo, Novembro 27, 2022
Domingo, Novembro 27, 2022

Eduarda serve peixe fresco aos nazarenos há 28 anos

Data:

Partilhar artigo:

As gentes da Nazaré têm nos genes o gosto pelo peixe, mas quem vem de longe também não abdica de uma boa sardinhada no verão ou de um belo robalo no inverno. A Peixaria da Eduarda, que abriu portas há 28 anos, na Rua António Carvalho Laranjo, na Nazaré, é, por isso, local de paragem obrigatória para nazarenos e palecos… todos os dias.

As gentes da Nazaré têm nos genes o gosto pelo peixe, mas quem vem de longe também não abdica de uma boa sardinhada no verão ou de um belo robalo no inverno. A Peixaria da Eduarda, que abriu portas há 28 anos, na Rua António Carvalho Laranjo, na Nazaré, é, por isso, local de paragem obrigatória para nazarenos e palecos… todos os dias.

“Há clientes que vêm aqui todas as manhãs comprar o peixe para fazer o almoço ou o jantar”, conta ao REGIÃO DE CISTER Eduarda Veríssimo, que deu também  nome ao espaço quando “saiu das saias da mãe” para abrir o próprio negócio. “Toda a minha vida estive ligada ao peixe. A minha mãe desde muito cedo vende peixe no mercado em Alcobaça”, conta a comerciante, de 58 anos, que aposta na qualidade em vez da quantidade.

Região de Cister - Assine já!

“O peixe que vendo aos meus clientes é exatamente o peixe que como em casa, por isso é que a casa tem mantido as portas abertas há tanto tempo” destaca a nazarena, enquanto dá um saco a uma das clientes habituais. É que nesta casa onde o peixe é rei, há quem se sirva sozinho e no final deixe o dinheiro em cima do balcão.

Mas, a casa diferencia-se ainda por outros detalhes. “Quando não está cá ninguém, há pessoas que me ligam para virem buscar peixe e digo-lhes para pedirem a chave no restaurante em frente e irem lá buscar o que precisam”, confidencia Eduarda Veríssimo, ressalvando que estes casos são exclusivos a clientes muito especiais. “Não é todos os dias que o fazem, mas tenho algumas pessoas em quem confio muito e que permito que entrem na peixaria sem eu estar aqui”, afirma a nazarena. “Há quem se sirva e deixe logo o pagamento e há outros clientes com quem acerto contas depois”, acrescenta.

A comerciante abre as portas de manhã no inverno e à tarde desloca-se à Lota de Peniche para ir buscar o “melhor peixe”, mas no verão os dias tornam-se mais longos. “É das 6:30 horas da manhã até à hora que for necessário”, descreve a peixeira, adiantando que nessa época do ano toda a família trabalha no espaço. “Aos fins de semana a minha mãe e as minhas duas filhas vêm para aqui ajudar-me porque não há mãos a medir”, relata a nazarena, contando que o negócio se tem mantido de uma forma regular.

“O peixe é um bem de primeira necessidade e por isso não se sente tanto a crise a nível de vendas”, diz, confidenciando que muitos clientes preferem pagar mais para ter um peixe de boa qualidade para cozinhar. E nem os estrangeiros são problema. “Como não sei falar inglês chamo o gerente do restaurante em frente para me auxiliar”, graceja a comerciante. “Tudo se vende”

Em abril, o espaço vai sofrer obras de remodelação, mas Eduarda Veríssimo deixa uma promessa aos clientes de sempre: “o peixe de boa qualidade vai continuar a ser a referência”.

AD Footer

Artigos Relacionados

Hélder Roque assume direção clínica das clínicas do Grupo H Saúde

Hélder Roque é o novo diretor clínico da Clínica das Olhalvas- Leiria, da Policlínica Central da Benedita e...

Orquestra Típica e Coral de Alcobaça voltou aos palcos três anos depois

Depois de cerca de três anos com a atividade suspensa, a Orquestra Típica e Coral de Alcobaça voltou...

Degustação de vinhos e sabores locais apreciada por 1 milhar de pessoas no Vimeiro

A “I Degustação de vinhos e sabores da terra”, evento promovido pelo Círculo de Arte, Cultura e Desporto...

Ana Pagará reconduzida como diretora do Mosteiro de Alcobaça

Ana Pagará foi reconduzida no cargo de diretora do Mosteiro de Alcobaça, para uma comissão de serviço de...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!