Quarta-feira, Junho 10, 2026
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Ex-gambuzina cria “outro” grupo de teatro com amigos

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A beneditense Sofia Fialho deu nas vistas nos Gambuzinos com 1 Pé de Fora, era ainda aluna do Externato Cooperativo da Benedita. Seguiu teatro e agora, com amigos que conheceu na Escola Superior de Teatro e Cinema, em Lisboa, criou o grupo de teatro “outro”.

“Já estava envolvida em projetos ligados às artes na escola, mas, após ter entrado para os Gambuzinos, o interesse pelas artes foi aumentando, em especial pela representação”, recorda Sofia Fialho. A experiência no grupo de teatro da Benedita mudou o rumo profissional da então aluna do Externato Cooperativo da Benedita, que, no 10.º ano escolheu a área de Ciências e Tecnologias, uma vez que pretendia estudar veterinária.

“Identifiquei-me de tal forma com esta área artística que, após concluir o ensino secundário, decidi entrar no conservatório e estudar teatro, em vez de entrar em veterinária, que era a minha ideia inicial”, explica a beneditense. Depois de concluir o ensino superior, Sofia Fialho decidiu então criar o “outro” com os colegas de curso.

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“Houve, desde logo, uma vontade de realizarmos algo juntos”, conta. O projeto surgiu após um ano e meio de partilha de ideias e “teve como ideia central a criação artística de um grupo multidisciplinar de reflexão e criação artística que ligasse várias áreas como a literatura, a filosofia, o teatro e o cinema”, explica a artista. 

“outro” vai estrear-se no festival “Ao Teatro!” dos Gambuzinos com 1 Pé de Fora, apresentando no Centro Cultural Gonçalves Sapinho “As árvores deixam morrer os ramos mais bonitos”. O festival de teatro, que estava previsto decorrer entre o dia 20 de março e este domingo, foi adiado e as novas datas serão em breve anunciadas. “As árvores deixam morrer os ramos mais bonitos” conta a história de Maria, “uma jovem mulher que deixa o seu país pela metrópole”. A ação da peça desenvolve-se dois meses mais tarde. O projeto teatral está vinculado ao cinema e à escultura, “afinando-se entre a concretude da narrativa cénica e a sua dissolução em imagem”.

O grupo estreou o espetáculo em setembro do ano passado no Centro de Artes Contemporâneas nos Açores. “Tínhamos estado todos, em alturas diferentes, nos Açores, local com o qual tivemos logo uma especial ligação”, conta Sofia Fialho. “Enviámos o nosso projeto e tivemos a oportunidade de fazer lá uma residência artística, onde acabámos por estrear o espetáculo”, acrescenta.

A associação cultural vai levar ainda, no final do mês de maio, “As árvores deixam morrer os ramos mais bonitos”, ao Teatro Thalia, em Lisboa, no âmbito da 18.ª edição do festival Temps d’Images. O festival que decorre no final de maio e início de junho e em outubro e novembro, em 15 espaços culturais da capital, apresenta espetáculos, performances, filmes e exposições, tem como objetivo a co-apresentação de trabalhos resultantes do intercâmbio entre artistas das artes do palco e artistas da área audiovisual.  

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