Segunda-feira, Fevereiro 26, 2024
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Percorri a Polis, ia sendo atropelada, mas valeu a pena!

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Desde o início de abril que há um novo percurso para conhecer em Leiria. Quase um mês depois, caminhei para lá dos tapumes que, há tanto tempo, barravam a passagem e pouco deixavam ver. Bem-vindos ao novo percurso Polis!

Antes de começarmos esta caminhada, é importante terem contexto: faço de Leiria casa há 10 meses, quase 10 anos depois de me ter licenciado por cá. Sempre disse que era um lugar bonito para se viver. Desta vez, quis apostar na caminhada para conhecer Leiria de outra perspetiva. Entenda-se: enquanto estudante, o Bairro dos Capuchos foi a minha morada mais prolongada. Conheci bem a cidade vista de cima. Hoje, vamos dar uma volta uns metros mais abaixo, pelo centro. Denotemos aqui uma bonita coincidência de número e contraste de perspetivas. Agora sim, podemos caminhar.

Três pontes para todos os gostos

Uma vermelha a fazer lembrar o balcão de um bar, outra, literalmente, a preto e branco e uma última em rosa choque com… um sofá no meio. Isso mesmo. Temos pontes para todos os gostos: para pedir um shot, apenas para passar entre as margens (quem diria?) e para sentar como se estivéssemos em casa, a ver um episódio de Nat Geo Wild, só que no meio da cidade. A brincar, a brincar, Leiria tem as pontes mais divertidas do distrito. 

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Paragens para admirar

Pontualmente, há vários bancos para que nos sentemos a admirar as correntes de água e paisagens verdejantes. De noite, há pontos de luz, muitos e bem distribuídos. Lá mais para o fim, podemos desviar (com cuidado!*) do caminho principal, para subir as plataformas de madeira, como se entrássemos rio adentro. Vale a pena sentirmo-nos mais perto dos pássaros.

*Como é sabido, todo o percurso é feito de um betuminoso polémico (para variar, em obras públicas) e 2 faixas distintamente coloridas: a dos ciclistas e a dos caminhantes. Num destes meus desvios, para apreciar a natureza mais de perto, ia sendo passada a ferro por 3 ciclistas, não fosse o cabeça de fila apitar-me e eu dar 2 passos atrás. Há regras a respeitar na Polis. Sei que parece a selva, mas a respeitar as regras, não é.

Bem sei que um percurso se faz para andar, mas não dá para passar indiferente às “Paredes com História”, que dão cor (e pinta!) a Leiria, há quase uma mão cheia de anos para cá.

Em várias passagens podemos ter uma perspetiva privilegiada sobre estas obras de arte. Passamos pelo Bordalo II (que assinou duas aves ao seu estilo reciclado), por Bezt (pintor do rato aos ombros de um miúdo e um “clássico” post-it nas costas), pelo Projeto Matilha (que trouxe um gato para o jardim, também aos ombros de uma criança) e pelo Robot (que humanamente homenageou os bombeiros). Há, pelo menos, todas estas paredes para parar e apreciar. Isto, que me lembre. Não me admiraria se numa nova caminhada me encontrasse com mais arte que não descobri até então.

 

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