Quinta-feira, Outubro 29, 2026
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Nova companhia de dança dá palco a jovens alcobacenses

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A paixão pela dança juntou Beatriz Dias, Inês Barros e Mariana Romão há cerca de oito anos, enquanto iniciavam o ensino articulado da Academia de Dança de Alcobaça, onde aprenderam e deram os primeiros passos de dança.

A paixão pela dança juntou Beatriz Dias, Inês Barros e Mariana Romão há cerca de oito anos, enquanto iniciavam o ensino articulado da Academia de Dança de Alcobaça, onde aprenderam e deram os primeiros passos de dança.

Depois de seguirem caminhos diferentes, as alcobacenses voltam agora, após uma exigente audição, a juntar-se para abraçar um novo desafio: dar vida e fazer crescer uma nova companhia que pretende ser uma “amostra” de bailarinos recém-formados e uma estrutura que vai fazer a “transição” entre o mundo académico e as companhias profissionais. 

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“É uma espécie de nostalgia voltarmos a trabalhar as três juntas”, revela Mariana Romão. “Estamos a ter a oportunidade de aprender com excelentes coreógrafos”, acrescenta Inês Barros. 
A estreia da companhia IntraNzyt foi assinalada no Dia Mundial da Dança, comemorado no dia 29 do passado mês, com o espetáculo IntraNzyt 0.0, na Casa das Artes de Vila Nova de Famalicão. 

“Foi incrível, depois de um período de tanto trabalho, e numa fase tão difícil que o setor cultural enfrenta, ouvir os aplausos do público e ver a sala cheia”, destaca Beatriz Dias. A nova companhia integra onze bailarinos nacionais e estrangeiros, vindos de países como Itália, França e Japão, que também acabaram a sua formação e que querem agora dar início às suas carreiras. “Esta multiculturalidade é fundamental para adquirirmos novos conhecimentos artísticos”, salienta a jovem bailarina.  

Com um percurso diferente das colegas, Mariana Romão, de 20 anos, entrou no ensino secundário para a Escola de Dança do Conservatório Nacional.

Fez parte de duas companhias internacionais e, depois de um longo período sem espetáculos devido à pandemia, decidiu regressar a Portugal e fazer a audição para a companhia de Famalicão, que nasceu de uma parceria entre a Câmara de Vila Nova de Famalicão, a Casa das Artes de Famalicão, do Cineteatro Louletano, da Compagnie Illicite-Bayonne, do Augsburg Ballet, da Orquestra Sem Fronteiras, da Associação ESTUFA, da Companhia Olga Roriz e dos estúdios Dance Fusion.

“O meu objetivo é estar constantemente a crescer artisticamente”, revela a dançarina, admitindo a vontade de voltar a trabalhar com companhias internacionais. 

Já Inês Barros gostava de se estabelecer no País. “Infelizmente em Portugal não existem tantas oportunidades neste meio e, provavelmente, terei de ir para fora”, lamenta a bailarina de 20 anos, que teve a sua primeira experiência profissional ao integrar um projeto da Quorum Academy, de Almada. 

Já para Beatriz Dias, que tem apenas 18 anos, a entrada nesta companhia, que tem Cristina Pereira e Vasco Macide na direção artística, assinala o início do seu percurso como bailarina profissional. Será, por enquanto, o começo de três promissoras carreiras na dança. 

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