Já há data para a 34.ª edição do Festival de Música de Alcobaça. A temporada principal do Cistermúsica, considerado o maior evento de música erudita do País, está de regresso entre 26 de junho e 31 de julho com cerca de meia centena de espetáculos.
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Centrada na temática da “Ressurreição”, a programação procura incentivar “múltiplas leituras”, desde a sua “dimensão religiosa”, ligada à “crença na vida após a morte”, passando pela “renovação ou superação individual”, até chegar a interpretações metafóricas associadas à “transformação”, avança a organização, através de um comunicado. Este conceito integra ainda uma perspetiva “filosófica”, que convoca a ideia de “transcendência” da “morte através da razão”, da “ética” ou da “obra que permanece ao longo do tempo”, pode ler-se na mesma nota de imprensa.
A nave central do Mosteiro de Alcobaça servirá uma vez mais de palco do concerto de abertura que colocará em destaque o Ludovice Ensemble. Dirigido por Miguel Jalôto, o reconhecido grupo nacional de música antiga apresenta a monumental Missa em si menor, BWV 232, de Johann Sebastian Bach, considerada uma das obras-primas do compositor alemão. A obra resulta, em grande parte, da readaptação de coros e árias provenientes de várias cantatas, reunidas para dar forma musical completa às diversas partes da missa.
Já o encerramento da próxima edição decorrerá na Cerca do Mosteiro e será protagonizado pela Alto Minho Youth Orchestra, sob direção musical de Miguel Sepúlveda, jovem talento em ascensão que, no ano passado, dirigiu formações de renome internacional, como a Rotterdam Philharmonic Orchestra, a Dresdner Philharmonie e a Los Angeles Philharmonic.
Nesta última noite do Cistermúsica, mais de duzentos músicos, entre coro e orquestra, subirão a aquele que é um dos principais palcos do festival para interpretar a grandiosa Sinfonia n.º 2 em dó menor, GMW 30, de Gustav Mahler, obra emblemática do repertório sinfónico associada precisamente às ideias de morte, transcendência e ressurreição.
“Entre a celebração litúrgica de Bach e a travessia existencial proposta por Mahler, estes dois concertos traduzem, em música, a ideia de Ressurreição enquanto processo de transformação espiritual e humana”, acrescenta a ABA – Banda de Alcobaça Associação de Artes, que através de uma imagem renovada garante mais uma temporada em torno da premissa “Um clássico para todos”.
O Festival de Música de Alcobaça conta com o apoio da Fundação La Caixa, em colaboração com o BPI, e da República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes, e é realizado em parceria estratégica com o Município de Alcobaça e com a parceria institucional da Museus e Monumentos de Portugal, EPE /Mosteiro de Alcobaça.

