Um Grupo de Agentes Voluntários de Proteção Civil de Alcobaça. Assim foi designada a proposta lançada por Joaquim Franquinho na última sessão da Assembleia Municipal de Alcobaça, num movimento que pretende ser um “banco de voluntários integrados no organismo de proteção civil” e, dessa forma, ser mais uma forma de apoiar em situações de calamidade, tal como a que o concelho de Alcobaça tem verificado nas últimas semanas.
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Depois de contextualizar o seu percurso profissional, o celense, residente na cidade de Alcobaça e que trabalha na freguesia de Évora, explicou que a ideia passa por integrar os agentes de vários quadrantes profissional numa rede municipal de proteção civil devidamente comandada e coordenada pela Proteção Civil municipal. A concretizar-se, os agentes seriam cidadãos com conhecimentos de áreas profissionais específicas, tal como médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, socorristas, mecânicos, eletricistas, pedreiros, operadores de máquina e demais profissões, elencou Joaquim Franquinho.
Escuteiros, ex-militares ou ex-agentes de autoridade e bombeiros também poderiam integrar a referida rede, que seria articulada com empresas e instituições privadas do concelho que se disponibilizem para colaborar. “Os agentes serão solicitados e coordenados pelo gabinete de proteção civil da autarquia sempre que a mesma considerar necessário, mas serão também olhos atentos no terreno no dia-a-dia do concelho, de forma a passar informação aos responsáveis da proteção civil”, sustentou.
Num longo documento a que o REGIÃO DE CISTER teve acesso, e que o técnico de farmácia fez questão de explicar a toda a assembleia, é pormenorizada a ideia e a forma como poderá ser aplicada em cada freguesia, bem como o tipo de investimento a que obrigará, nomeadamente com a formação geral e específica para o desempenho de cada função e os materiais e equipamentos necessários para o efeito.
“O projeto só fará sentido em situações de extrema necessidade como calamidade, catástrofes, cenários com um verdadeiro impacto no concelho, nomeadamente com temporais severos, sismos ou incêndios de grande dimensão”, contextualizou o antigo presidente da Direção da Associação Alcobacense de Cultura e Desporto, reforçando a ideia de que será um projeto para “sempre que a autarquia sinta necessidade de acionar a valência”.
Frisando os poucos e limitados meios humanos para fazer face a catástrofes, e confirmando a “pronta mobilização e solidariedade de toda a comunidade” durante as últimas semanas, Joaquim Franquinho assegurou ter já vários cidadãos dispostos a dar o seu contributo para o projeto.
Em resposta, o presidente da Câmara de Alcobaça louvou a ideia – que ficou refletida no aplauso que motivou aquando da apresentação –, mostrando disponibilidade para uma reunião futura. “Não há necessidade de fazer o projeto global, mas se calhar começar numa freguesia e irmos replicando ao resto do concelho. Ou essa própria associação levar a ideia, no futuro, ao resto do concelho”, analisou Hermínio Rodrigues, desafiando o munícipe a encabeçar o projeto que, a ganhar forma, será pioneiro nos concelhos da região.

