Apresentada como resposta à falta de habitação e à necessidade de fixar jovens no concelho, a Nova Alcobaça voltou a ganhar fôlego na passada sexta-feira, com a inauguração da segunda fase de uma urbanização que pretende marcar uma nova etapa no desenvolvimento da cidade.
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Após um impasse urbanístico de 20 anos, que travou a oferta habitacional no concelho, o projeto avança agora com números mais concretos. Estão no terreno 80 lotes para moradias T4 e T5, 888 apartamentos e zonas comerciais, numa operação de grande dimensão que promete trazer nova habitação, espaço público e mais dinâmica urbana.
O empreendimento foi apresentado por promotores e responsáveis políticos numa cerimónia com a presença da secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, reforçando a aposta na habitação no concelho.
António José Carmo, sócio da promotora Colina Expedita, confirmou ao REGIÃO DE CISTER que a primeira fase está “quase concluída já” e que a segunda tem decorrido “dentro do esperado”. No terreno, disse, já são visíveis as mudanças, com arruamentos finalizados, iluminação instalada e infraestruturas básicas concluídas.
O promotor explicou ainda que a Colina Expedita não irá construir diretamente os edifícios, concentrando-se na execução das infraestruturas e na comercialização dos lotes a construtores. O planeamento urbanístico, assegurou, encontra-se fechado e aprovado, incluindo volumetrias e tipologias. Nesta fase, há habitações em construção e outras prestes a avançar.
No centro da nova urbanização ficará uma praça central e está igualmente prevista uma ampla zona verde, articulada com o Parque Verde e a área envolvente ao museu, além de equipamentos e de um circuito de manutenção.
António José Carmo justificou a aposta em Alcobaça com a necessidade de recuperar um espaço que “estava aqui há muitos anos perdido” e de responder a uma carência sentida no concelho. Na sua perspetiva, a prioridade passa por fixar população e estimular a atividade económica local.
Também o vereador da Câmara de Alcobaça, José Vinagre, considerou que o projeto representa “uma nova oportunidade” para o concelho, numa altura em que a oferta de construção nova tem sido insuficiente para responder à procura. Para o autarca, empreendimentos desta dimensão podem alargar a oferta habitacional, diversificar soluções e contribuir para preços mais ajustados, sobretudo para os jovens que pretendem construir em Alcobaça o seu projeto de vida. “Não é apenas uma obra de urbanização. É uma aposta clara na melhoria da atratividade do concelho e na construção de um território preparado para o futuro”, considerou José Vinagre.
A secretária de Estado enquadrou a habitação como um “desígnio nacional”. Cristina Pinto Dias defendeu que o “direito à habitação implica a participação de todos e todos é o Estado, as empresas e o setor social”, associando ainda a habitação à mobilidade, por considerar que “não é possível pensar uma sem a outra”.
A cerimónia contou ainda com a presença do presidente da Assembleia Municipal, do presidente da Junta de Évora de Alcobaça, do secretário da União de Freguesias de Alcobaça e Vestiaria, do pároco de Alcobaça, de empresários e dos deputados à Assembleia da República Liliana Sousa e Hugo Oliveira.

