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O jornal O Alcoa celebrou 80 anos a 27 de dezembro de 2025, mas as comemorações prolongam-se durante um ano. Em entrevista ao REGIÃO DE CISTER, a diretora, Catarina Reis, afirma que “a longevidade d’O Alcoa traduz a continuidade de um compromisso que atravessa gerações: informar com rigor e verdade, defender valores cristãos e democráticos, preservar a cultura local e manter viva a identidade coletiva que o jornal ajudou a formar”.
As celebrações arrancaram a 27 de dezembro do ano passado, com uma missa presidida pelo patriarca de Lisboa, D. Rui Valério, seguida de um jantar. Segundo a diretora, “n’O Alcoa há uma equipa pequena, quase uma família”, sendo o coordenador do jornal o pároco da Paróquia de Alcobaça e da Vestiaria, atualmente o padre Tiago Roque. No próximo sábado, realiza-se o concerto comemorativo, no Cineteatro João D’Oliva Monteiro, em Alcobaça, a cargo da Orquestra Ligeira da Sociedade Filarmónica Vestiariense Monsenhor José Cacella, dirigida pelo maestro João Gaspar, com um repertório que, de acordo com Catarina Reis, “revisita temas que atravessam as oito décadas de vida d’O Alcoa, de Sinatra a Glória Estefan”.
O tenor Filipe de Moura junta-se à orquestra e o Grupo Prata da Casa apresenta uma encenação biográfica sobre a história do jornal, conduzida por Tomé Dionísio e Luana Vicente. A diretora define a iniciativa como “uma forma de dizer à comunidade que continuamos presentes, ativos, fiéis ao legado iniciado pelo P. Manuel Vitorino”.
Questionada sobre os momentos mais marcantes da história do jornal, Catarina Reis destaca a pandemia de Covid-19: “foram meses de incerteza, em que a equipa teve de reinventar rotinas, produzir edições à distância e continuar a informar sem saber exatamente que riscos corríamos”, recordou.
Já sobre o papel do jornal na região, Catarina Reis sublinha que “O Alcoa acompanhou de perto a vida de Alcobaça e da Nazaré, com a atenção de um jornal de proximidade”, acrescentando que “sem jornais como O Alcoa, muito do que acontece no território não chegaria ao conhecimento público”.
Quanto aos desafios da era digital, aponta que à “diminuição de tiragens” acrescem “a quebra das receitas publicitárias, a redução dos apoios financeiros e a escassez crescente de recursos técnicos e humanos”.
Sobre o futuro d’O Alcoa, que entrou no 81.º ano de vida, Catarina Reis defende que “os assinantes são o alicerce d’O Alcoa” e que o desafio “não passa por escolher um caminho, mas por articular ambos, papel e digital, de forma equilibrada, garantindo que a credibilidade, a independência, o rigor e o serviço público continuam a ser o centro do trabalho jornalístico”.


