Domingo, Junho 14, 2026
Domingo, Junho 14, 2026

Futebol: A gloriosa temporada de 1988/1989 do Mirense

Data:

Partilhar artigo:

A época de 1988/1989 será para sempre recordada na história da UR Mirense e pelas gentes de Mira de Aire

A época de 1988/1989 será para sempre recordada na história da UR Mirense e pelas gentes de Mira de Aire. O clube bateu o Famalicão (4-2) na final que decidia o campeão da 3.ª Divisão nacional, num jogo em que a equipa orientada pelo técnico Vítor Manuel até partia com menor dose de favoritismo.“Lembro-me de o presidente do Famalicão me dar os parabéns pelo nosso campeonato antes do encontro, dizendo que só era pena termos encontrado o Famalicão na final”, conta ao REGIÃO DE CISTER Mário Cruz, presidente do Mirense entre 1980 e 1990, recordando que no fim do encontro foi mesmo o clube do distrito de Braga que acabou por ceder as garrafas de champanhe para os mirenses fazerem a festa. 

“Como o Famalicão tinha começado a temporada na 1.ª Divisão nacional, da qual baixou à 3.ª Divisão por uma situação administrativa, nunca pensaríamos que fosse possível vencer aquela final”, confessa o ex-dirigente, que naquela época viu a equipa alcançar um registo histórico. O Mirense sagrou-se campeão de série D com 24 vitórias e 10 empates e até ao título viria ainda a eliminar Samora Correia e Lusitano de Vila Real de Santo António.

Região de Cister - Assine Já!

Naquela época, o plantel era formado por apenas três jogadores naturais da vila, mas Mário Cruz ressalva que o grupo era como uma família. “Em relação à anterior temporada na 2.ª Divisão nacional, apenas contratamos três jogadores, entre os quais o nazareno José Rui, que acabaria por ser o nosso capitão”, lembra o antigo dirigente, acrescentando que o plantel era constituído por jogadores de localidades próximas e que alguns dos quais representaram o clube dos distritais aos nacionais: Albertino, Rui Gaivoto e Fernando Mateus. Fernando Mateus foi, aliás, um dos artilheiros de serviço na gloriosa temporada, com 20 golos apontados.

O ex-jogador destaca as “qualidades futebolísticas e humanas” do grupo de 1988/1989, mencionando que aquela equipa tinha “qualidade para discutir a divisão acima”. O avançado, no entanto, não esquece a época 1985/1986, em que a equipa também festejou a subida ao segundo escalão com apenas uma derrota. “O plantel contava apenas com jogadores amadores”, completa.

Já Jorge Casquilha foi o melhor marcador dos mirenses em 1988/1989, com 42 golos em todas as provas, e marcou no emblemático jogo com o Famalicão no estádio Mário Duarte, em Aveiro. “Foi uma sensação fantástica marcar na final. Lembro-me que aproveitei um ressalto à entrada da área e rematei colocado”, conta Jorge Casquilha, que assinou no final da época pelo Benfica e se afirmou na 1ª Divisão no Gil Vicente.

No final da temporada 1987/1988, Mário Cruz anunciara a saída da presidência do clube na época seguinte, mas não sem antes fazer uma promessa. “Vou voltar a colocar o clube na 2.ª Divisão nacional”. Meses depois a promessa tornou-se real e o Mirense voltava, assim, a disputar a 2.ª Divisão. Para mais tarde recordar.

AD Footer

Artigos Relacionados

Quatro histórias, uma certeza: a arte pode (mesmo) salvar

Há coisas sobre as quais nos detemos em busca de uma explicação, mas que teimam não ter uma...

Dezenas de pessoas marcaram presença na inauguração pública do Centro Cultural de Turquel

O novo Centro Cultural de Turquel (CCT) foi inaugurado na tarde do passado sábado, no âmbito das Festas...

Conclusão das obras no IC9 previstas para setembro

Os constrangimentos provocados pelo encerramento do IC9 são uma realidade que tem assolado diariamente os habitantes do concelho...

Projeto de aluno da EPN procura transformar a mobilidade em Portugal

Uma cadeira de rodas de 180 quilos e um País com lacunas profundas ao nível da acessibilidade. Foi...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!