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O salão do piso superior do Grupo Desportivo e Recreativo Estrela Operária Carvalhense (GDREOC) reabriu ao público no passado sábado, após obras de requalificação. Encerrado desde 2022, o espaço apresenta-se agora renovado, com melhores condições e mais dignidade para os seus utilizadores. Mas, para perceber como se chegou até aqui, é preciso recuar um pouco no tempo.
O GDREOC tinha fechado em 2022 por falta de direção. Em novembro de 2024, um grupo de mulheres decidiu reabri-lo à comunidade, ainda que apenas a funcionar no salão de baixo. Agora, com uma nova direção – empossada em janeiro e constituída, entre outros, pelo mesmo grupo de mulheres que reabriu a associação em 2024 – reabrir também a parte de cima tornou-se uma prioridade.
O atual presidente da associação, Paulo Coelho, refere que não se aproveitou nada do espaço antigo: “Foi feita uma intervenção de A a Z. Desde pintura, cadeiras, mesas, vitrine, balcão, bancadas, luzes com sensores, candeeiros, parte elétrica, casas de banho, torneiras, autoclismos, espelhos, porta-papéis, entre outras coisas”. Também o exterior do edifício foi integralmente pintado, os telhados foram reparados e os algerozes substituídos.
A principal mudança é que o café volta a funcionar, como antigamente, na parte superior. Segundo o presidente, o espaço reaberto vai servir melhor a população: além de mais acolhedor, passa a ter sala de jogos, com snooker, setas, matraquilhos e mesas para jogar às cartas. Conta ainda com ar condicionado, para tornar mais confortável a experiência dos visitantes. Já a parte inferior do edifício fica disponível para eventos como festas de aniversário e batizados, bem como para aulas de pilates e jiu-jitsu.
E o dia da inauguração foi pensado como algo maior do que a simples reabertura de um espaço: foi um dia de convívio, com diversas atividades, em que a comunidade desta pequena aldeia da freguesia de Aljubarrota saiu à rua, conversou e esteve presente. Logo de manhã houve um passeio a cavalo, seguido de almoço com grelhados mistos. À tarde, o convívio continuou, com o momento alto da inauguração do espaço. Durante o jantar, as bifanas e o pão com chouriço foram as iguarias mais requisitadas. Às 22 horas houve uma largada de vacas e, para encerrar as comemorações, os DJ 4 Estaciones ficaram a cargo da animação musical noite dentro.
O investimento no salão superior só foi possível graças aos fundos angariados pelo GDREOD ao longo do ano, através da participação em diversas atividades e iniciativas. Paulo Coelho resume o objetivo a algo simples: criar melhores condições para atrair mais visitantes e fazer com que “a população do Carvalhal se sinta orgulhosa da sua terra, tendo a oportunidade de conhecer pessoas novas em vez de viver na solidão”.
E talvez seja esta vontade de fazer bem ao próximo que move todos os voluntários que se ligam a este tipo de associações e as mantêm vivas. NO GDREOC ainda há projetos por concretizar: “O céu é o limite. Gostava de colocar um elevador, por causa das pessoas mais vulneráveis”, adiantou.
Passo a passo, o tecido associativo mostra que não se precisa de muito para se construir. Mais do que fundos [que também são importantes], é preciso amor, dedicação e vontade. Depois de reunir esses três ingredientes principais… o resto, vem por acréscimo.





