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Passados mais de quatro meses desde a inauguração do Centro Cultural de Turquel, importa perceber de que forma o equipamento está a responder às expectativas da Junta de Turquel, responsável pela criação do espaço, a par da Associação para a Defesa do Património de Turquel (ADEPART) e da Câmara Municipal de Alcobaça. Em entrevista ao REGIÃO DE CISTER, a presidente do executivo turquelense, Sílvia Tereso, fez um balanço positivo, admitindo que o equipamento, inaugurado em junho, durante as Festas da Vila, “é um espaço digno”, que permite o desenvolvimento de diversas iniciativas e dinâmicas.
“A obra está à vista. É um espaço que está, no seguimento da lógica da missão deste executivo que lidero, aberto a todos e todas. É um espaço que nos deixa muito orgulhosos!”, afirmou a autarca.
O CCT tem sido já palco de diversas atividades. Além de receber, às quartas-feiras, as sessões do “Turquel Ativo”, um projeto do CLDS 5G dedicado a pessoas com mais de 55 anos, acolhe as aulas da Sociedade Filarmónica de Turquel e do respetivo grupo coral, bem como aulas de yoga.
A infraestrutura é constituída por diversos espaços e elementos simbólicos. Na fachada, foi instalado um relógio gigante como forma de homenagear a fábrica Relógios D’Avó, a histórica empresa fundada em 1968, em Turquel, por Luís Ribeiro d’Avó.
No interior, encontra-se o núcleo museológico de Turquel, que reúne a coleção de etnografia e profissões de Turquel da ADEPART, e a sala multiusos, onde decorrem atualmente as assembleias de freguesia e que, no futuro, ficará à disposição das associações locais. Há ainda a Sala das Letras e Arquivo Documental, um espaço de trabalho para a comunidade, aberto ao lançamento de obras literárias, palestras e apresentações, que reúne, nomeadamente, a coleção do ilustre sacerdote católico e compositor português padre Manuel Luís, natural da freguesia de Turquel.
Recorde-se que, na edição de 28 de maio, a ADEPART afirmou ao REGIÃO DE CISTER que, mais do que uma intervenção arquitetónica, o Centro seria “um projeto de regeneração cultural e social”, com a missão de “preservar a memória histórica da freguesia e criar condições para uma nova dinâmica de participação cívica, cultural e educativa”.


