Aprovada candidatura da ALEB a fundos comunitários

A Câmara de Alcobaça viu ser aprovada a candidatura que efetuou ao Centro 2020 para a construção da Área de Localização Empresarial da Benedita (ALEB), tendo sido contemplada com uma verba de 4 milhões de euros no âmbito do Programa Operacional do Centro. 

Com a aprovação dos fundos comunitários estão, agora, reunidas as condições para a abertura da empreitada da execução das redes de infraestruturas da ALEB, o que deve “acontecer nas próximas semanas”, diz o presidente da Câmara de Alcobaça.

Para Paulo Inácio trata-se de uma “extraordinária notícia” para o concelho. O autarca explica que a Câmara suportará os restantes encargos com a empreitada, sendo que a venda dos lotes da ALEB reverterão como receita para financiar o projeto.

O investimento total das infraestruturas atinge os 9 milhões de euros, sendo 4 milhões o investimento elegível, após apuramento do défice financeiro. A comparticipação do FEDER atinge os 3,4 milhões de euros, com uma taxa de comparticipação de 85%.

No final do ano passado, aquando da abertura do aviso de candidatura, o presidente da Câmara de Alcobaça tinha revelado que a autarquia recorrera a várias consultoras para desenvolver o projeto, entre as quais empresas de avaliação ambiental, de especialidades e de estudo de pressupostos do plano de pormenor da ALEB, para que tudo estivesse “conforme aquando da análise do projeto de execução para o lançamento da empreitada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.

A Câmara de Alcobaça deverá iniciar, nas próximas semanas, os trâmites necessários ao lançamento de um concurso público internacional para a construção de uma Zona Empresarial Responsável, com uma área de 53,7 hectares, constituído por 76 parcelas que se destinam à instalação de indústria, logística, armazenagem, comércio e serviços.

O processo da ALEB foi desencadeado há mais de uma década, no último executivo de José Gonçalves Sapinho, tendo suscitado grande polémica devido ao custo da aquisição do terreno e pelo facto de a zona industrial ser instalada em terrenos do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, o que levantava reservas ambientais. O projeto avançou para  fase de estudos e em 2007 o Programa de Ação do Oeste apontava a necessidade de um investimento de 16,7 milhões de euros para concretizar a obra.