Câmara de Alcobaça faz obras no Prédio Manuel Almeida

A Câmara de Alcobaça aprovou, por unanimidade, a abertura dos procedimentos da empreitada de reabilitação do chamado Prédio Manuel Almeida, localizado no centro histórico da cidade de Alcobaça, onde funciona o Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra em Alcobaça (CESUCA).

A intervenção prevista, orçada em 225 mil euros, pressupõe a reabilitação integral das coberturas e da fachada do edifício, que apresentam um elevado estado de degradação nos últimos anos.

A recuperação dos azulejos da fachada do prédio não está, contudo, incluída nesta empreitada, dado que será necessária uma intervenção posterior, com recurso a trabalho de especialistas, uma vez  que “para serem restaurados os azulejos terão de ser pintados à mão”, adiantou o vice-presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues.

A oposição tem vindo a reclamar, desde há vários anos, a realização de obras urgentes no edifício, mas a intervenção só agora é possível de ser efetuada após a autarquia ter tomado posse administrativa do prédio, na sequência da extinção da Fundação Cisterciense Colégio de Nossa Senhora da Conceição em 2016. Recorde-se que a instituição tinha sido criada com o propósito de reativar o ensino superior no concelho de Alcobaça, tendo a autarquia avançado com uma verba de 250 mil euros e acrescentando-lhe o edifício.

Construída em 1902, a casa vulgarmente conhecida por “Manuel Almeida”, é considerada um ex-libris da cidade pela traça arquitetónica que apresenta e de localização privilegiada na Praça 25 de Abril. Durante décadas serviu como espaço comercial até chegar à posse do conhecido advogado Manuel Almeida, que ali teve o escritório até ao final da sua vida. Faleceu em 1998 e, três anos depois, a Câmara, liderada por Gonçalves Sapinho, conseguiu ali ver instalado um Gabinete de Informação Universitária, da Universidade de Coimbra em Alcobaça, designação posteriormente alterada para Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra em Alcobaça. 

Atualmente, o prédio serve de posto de trabalho a uma funcionária da Universidade de Coimbra, que mantém o espaço aberto, com atividades de diversa natureza, desde colóquios, a exposições, visitas a escolas e ações de consórcio com as empresas da região.