Covid-19: Reservas de sangue entraram "em nível amarelo”

As dádivas de sangue estão a ser afetadas pelo Covid-19 e o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) emitiu um alerta, relatando a redução do número de dadores, pelo que as reservas “entraram em nível amarelo”. Nazaré e Alcobaça têm colheitas previstas.

O IPST apela à população que faça dádivas num dos postos fixos de recolha: na sede, em Coimbra, em Coimbra (São Martinho do Bispo) e no Porto.

Em alternativa, a nível regional, no dia 5 de abril, haverá colheita em Valado dos Frades, na sede da Associação de Dadores, enquanto a congénere de Alcobaça tem ações de recolha previstas para 18 e 19 de abril.

Na recolha que decorreu este fim de semana em Turquel, a Associação de Dadores de Sangue de Alcobaça registou metade da afluência habitual, com 37 colheitas, quando os números costumam chegar aos 80 dadores. Em Alcobaça, onde se realizou também uma ação este fim de semana, registaram-se 37 colheitas, menos 13 do que a média antes da pandemia Covid-19.

Apesar de a necessidade de sangue ser prioritária, quem reside “em regiões de quarentena com um número de infeções elevado”, não deverá entrar no espaço de colheita, pede o instituto, que lembra que “é possível que um dador infetado e assintomático, pré-sintomático ou com sintomas muito leves, ao visitar um posto de recolha coloque em risco os profissionais de saúde e outros dadores”. Por outro lado, quem tenha estado em contacto com um possível infetado com Covid-19 deverá aguardar 28 dias até fazer a dádiva.

“A equipa de profissionais de saúde e um elemento da direção vão estar no local com fatos de proteção”, explicou ao REGIÃO DE CISTER o presidente da Associação de Dadores de Sangue de Alcobaça, Rui Santos. A triagem é efetuada com recurso à medição da temperatura corporal e a um questionário e validada pelo médico presente no local.

Já Emídio Silva, dos Dadores de Valado dos Frades e Nazaré, sabe que “todas as medidas preventivas serão acauteladas” pela equipa do IPST. “As pessoas saudáveis podem dar sangue”, apela o presidente da organização, que diz que tem mantido contacto com dadores que já lhe manifestaram receios quanto às dádivas face à pandemia.