Sexta-feira, Novembro 6, 2026
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José Godinho projeta “nova identidade” para o Ceeria

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José Godinho é o novo presidente da Direção do Centro Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (Ceeria). A tomada de posse dos novos órgãos sociais para o quadriénio de 2021-2024 decorreu no dia 4 de janeiro.

José Godinho é o novo presidente da Direção do Centro Educação Especial, Reabilitação e Integração de Alcobaça (Ceeria). A tomada de posse dos novos órgãos sociais para o quadriénio de 2021-2024 decorreu no dia 4 de janeiro.

O até então coordenador dos Recursos Humanos da instituição revela estar confiante para enfrentar o novo desafio e planeia dotar o Ceeria de uma “nova cultura e identidade”. Ana Helena Rodrigues é a nova vice-presidente da instituição. O conselho Fiscal é presidido por Ana Caldeira e a Mesa da Assembleia Geral é encabeçada por Manuel Ribeiro.

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O percurso do dirigente na instituição começou há três anos. “Encontrei uma instituição a precisar de ser reestruturada, pois enquanto assistente social o Ceeria não tem o serviço social a trabalhar ativamente como deveria. Esta foi uma das lacunas logo identificadas e quando tive a oportunidade de ter uma intervenção mais direta nas seis valências da instituição encontrei indicadores de uma enorme fragilidade no seu trabalho diário de intervenção”, explica o recém empossado presidente da Direção.

A candidatura à presidência do Ceeria surgiu de um “conjunto de fatores que revelavam uma necessidade de mudança”. “Cerca de 75% dos colaboradores assinaram um manifesto a apoiar a criação da lista que liderei, o que demonstra o desejo de um novo ciclo”, explica o sucessor de José Belo.

Para José Godinho, o Ceeria é “o momento alto da carreira” e é com o objetivo de “valorizar a instituição” que pretende implementar “importantes mudanças”.  “O Ceeria é um instrumento da comunidade, no entanto tem muito para crescer e desenvolver. A sociedade precisa de conhecer realmente o Ceeria, mas há ainda muitos muros”, analisa. E a necessidade de entender “verdadeiramente” a realidade da instituição para, deste modo, tomar decisões que “impulsionem o Ceeria” é para o assistente social um dos benefícios de ter funcionários em cargos de Direção. “Não é fácil delimitar o papel de funcionário e de membro da Direção, mas creio que é o único caminho para a sustentabilidade das Instituições Particular de Solidariedade Social em Portugal. A partir do momento em que criamos dentro de uma organização de cariz social uma metodologia de trabalho que coloca os órgãos sociais em contacto direto com os colaboradores, deixamos de ter uma Direção e órgãos sociais a funcionar de forma passiva”, defende. Assim, através do modelo de gestão proposto (GEOPLAN) as valências passarão a ter uma maior autonomia, cumprindo as orientações da tutela e será criada uma área de auditoria, autonomia e responsabilidade para evitar que os problemas atinjam níveis como “nos últimos tempos”.

A mudança de paradigma no que refere ao apoio prestado é outra das metas. “Os utentes são na verdade clientes e como tal merecem a máxima qualidade, pois pagam por este serviço. Vai ser criado um Gabinete de Apoio Psicossocial aos Clientes para dar resposta às questões e angústias”, explica.

O legado deixado pela anterior Direção é, nas palavras de José Godinho, “alvo de respeito”. No entanto, não esconde a vontade de “iniciar uma época mais próspera”. “O Ceeria tem crescido, mas o desenvolvimento não acompanhou. Quero nova cultura e para isso conto com uma equipa fantástica”, conclui.

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