Respol tem investimento de 50 milhões para Pataias

A Respol Resinas S.A. está a estudar um investimento milionário para a Herdade do Camarção, situada na União de Freguesias de Pataias e Martingança. Depois de ter sido inviabilizado o projeto do golfe, a empresa sediada em Leiria adquiriu a herdade e tem 50 milhões de euros disponíveis para avançar com a construção de um complexo turístico com hipódromo, hotel de luxo e moradias.

O projeto “está numa fase avançada”, garante Daniel Marques, project manager da resineira, ainda que neste momento a empresa “tenha cautela” na relação com as “entidades competentes”. “Como somos um grupo empresarial ligado à floresta, queremos que o projeto seja sustentável e estamos a estudar a viabilidade no que toca a questões legais e ambientais”, esclareceu o responsável ao REGIÃO DE CISTER.

A faltar apenas as “questões burocráticas”, o projeto da Herdade do Camarção já está praticamente concluído no que toca à “filosofia” do empreendimento. De acordo com os documentos de apresentação do projeto, a Herdade do Camarção, uma propriedade com cerca de 600 hectares, contempla a construção de uma “pista de trote e de galope” e de uma “tribuna com 3 mil lugares sentados”, bem como “zonas de apostas, sala de juízes, restaurantes e bares”. Além disso, o projeto conta com um hotel de luxo com 270 quartos, “incluindo suítes: masters, premium e deluxes, centro de negócios, centro de entretenimento e de fitness e de espaço comercial”. Os 100 hectares que serão urbanizados na Herdade do Camarção contam, ainda, com a construção de 42 moradias unifamiliares.

Uma das maiores oportunidades criadas pelo investimento da Respol prende-se com o “grande potencial empregador para os jovens da região”, aproveitando a existência de instituições como a “Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar do Instituto Politécnico de Leiria e a Escola Profissional de Agricultura e Desenvolvimento Rural de Cister”. Além disso, o empreendimento turístico de luxo vai beneficiar de uma “procura cada vez maior no desporto equestre” e de a Herdade do Camarção se localizar “numa das mais dinâmicas e desenvolvidas regiões do País”. Em contrapartida, o projeto apresenta apenas dois riscos: a falta de tradição em apostas hípicas em Portugal e a “situação económica do País”.