Sábado, Outubro 17, 2026
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Polémica em concurso público para diretor do Mosteiro

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O concurso público para o cargo de diretor do Mosteiro de Alcobaça está a causar enorme polémica, tendo sido abordado na reunião do executivo municipal desta segunda-feira. A existência de uma carta anónima que denunciava a viciação do concurso “divide” a Câmara.

O concurso público para o cargo de diretor do Mosteiro de Alcobaça está a causar enorme polémica, tendo sido abordado na reunião do executivo municipal desta segunda-feira. A existência de uma carta anónima que denunciava a viciação do concurso “divide” a Câmara.

O assunto foi levantado pela munícipe Sofia Martins, que tomou conhecimento do resultado do concurso público, que ainda não foi publicado em Diário da República, lamentando que o alcobacense Jorge Pereira de Sampaio deixasse o lugar. 

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Este sábado, o jornal digital Tinta Fresca anunciou que Ana Pagará, técnica superior da Câmara de Mafra, venceu o concurso público, acrescentando que Jorge Pereira de Sampaio ficou em 3.º lugar. A notícia, que não cita fontes oficiais, fala ainda de uma carta anónima que a Câmara teria recebido “há cerca de um mês, indicando a vencedora do concurso, nome que se veio a confirmar”.

Perante a notícia, a vereadora Eugénia Rodrigues (PS) acusou a maioria relativa do PSD de “falta de transparência”, exigindo que a carta anónima fosse enviada para o Ministério Público, posição igualmente adotada por Carlos Bonifácio (CDS). O assunto suscitou enorme celeuma, levando Rogério Raimundo (CDU) a procurar apaziguar a discussão: “cartas anónimas não podem fazer a malta perder a cabeça”.

O presidente da Câmara procurou esclarecer o executivo, salientando que “ao longo do mandato” de Jorge Pereira de Sampaio à frente do Mosteiro manifestou à tutela que o alcobacense “fez um bom trabalho institucional”, lamentando que o historiador venha a ser substituído no cargo. Paulo Inácio, porém, recusou o envio da carta anónima para o Ministério Público, por considerar que o conteúdo da missiva “não tipifica crime”, por conter apenas “análises subjetivas”. O autarca do PSD entende, ainda, que “um presidente de Câmara não se mete num concurso público”, revelando que outra carta anónima terá sido enviada para o Mosteiro e que terá dado entrada na Direção-Geral do Património Cultural.

Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Jorge Pereira de Sampaio preferiu, por enquanto, não prestar declarações sobre o assunto.

Fonte oficial da Direção-Geral do Património Cultural declinou fazer comentários sobre a polémica, reservando uma posição formal para depois da publicação dos resultados do concurso público.

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