Quinta-feira, Junho 4, 2026
Quinta-feira, Junho 4, 2026

Polémica em concurso público para diretor do Mosteiro

Data:

Partilhar artigo:

O concurso público para o cargo de diretor do Mosteiro de Alcobaça está a causar enorme polémica, tendo sido abordado na reunião do executivo municipal desta segunda-feira. A existência de uma carta anónima que denunciava a viciação do concurso “divide” a Câmara.

O concurso público para o cargo de diretor do Mosteiro de Alcobaça está a causar enorme polémica, tendo sido abordado na reunião do executivo municipal desta segunda-feira. A existência de uma carta anónima que denunciava a viciação do concurso “divide” a Câmara.

O assunto foi levantado pela munícipe Sofia Martins, que tomou conhecimento do resultado do concurso público, que ainda não foi publicado em Diário da República, lamentando que o alcobacense Jorge Pereira de Sampaio deixasse o lugar. 

Região de Cister - Assine Já!

Este sábado, o jornal digital Tinta Fresca anunciou que Ana Pagará, técnica superior da Câmara de Mafra, venceu o concurso público, acrescentando que Jorge Pereira de Sampaio ficou em 3.º lugar. A notícia, que não cita fontes oficiais, fala ainda de uma carta anónima que a Câmara teria recebido “há cerca de um mês, indicando a vencedora do concurso, nome que se veio a confirmar”.

Perante a notícia, a vereadora Eugénia Rodrigues (PS) acusou a maioria relativa do PSD de “falta de transparência”, exigindo que a carta anónima fosse enviada para o Ministério Público, posição igualmente adotada por Carlos Bonifácio (CDS). O assunto suscitou enorme celeuma, levando Rogério Raimundo (CDU) a procurar apaziguar a discussão: “cartas anónimas não podem fazer a malta perder a cabeça”.

O presidente da Câmara procurou esclarecer o executivo, salientando que “ao longo do mandato” de Jorge Pereira de Sampaio à frente do Mosteiro manifestou à tutela que o alcobacense “fez um bom trabalho institucional”, lamentando que o historiador venha a ser substituído no cargo. Paulo Inácio, porém, recusou o envio da carta anónima para o Ministério Público, por considerar que o conteúdo da missiva “não tipifica crime”, por conter apenas “análises subjetivas”. O autarca do PSD entende, ainda, que “um presidente de Câmara não se mete num concurso público”, revelando que outra carta anónima terá sido enviada para o Mosteiro e que terá dado entrada na Direção-Geral do Património Cultural.

Contactado pelo REGIÃO DE CISTER, Jorge Pereira de Sampaio preferiu, por enquanto, não prestar declarações sobre o assunto.

Fonte oficial da Direção-Geral do Património Cultural declinou fazer comentários sobre a polémica, reservando uma posição formal para depois da publicação dos resultados do concurso público.

AD Footer

Artigos Relacionados

Docentes do agrupamento terminaram mês de maio com mobilidade a Burela

O Agrupamento de Escolas de Porto de Mós teve uma mobilidade Erasmus + de jov shadowing no IES...

9.º aniversário da DS Crédito assinalado com 550 colaboradores

A DS Intermediários de Crédito, com presença na chamada região de Cister, assinalou o 9.º aniversário com a...

Alunos de Design de Moda reinventam clássicos com sustentabilidade

Os alunos do curso técnico de Design de Moda apresentaram, no passado dia 22 de maio, os trabalhos...

EB1/JI inaugura nova sala sensorial para bem-estar

A Escola Básica e Jardim de Infância de Alcobaça (EB1/JI Alcobaça) conta agora com uma sala sensorial –...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!