Segunda-feira, Agosto 15, 2022
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The Gift abrem álbum de família em casa

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A banda que nasceu em Alcobaça em 1994 juntou-se à família e amigos, no passado sábado, na Biblioteca Municipal de Alcobaça para folhear o mais recente álbum de família… “The Gift 20”.

A banda que nasceu em Alcobaça em 1994 juntou-se à família e amigos, no passado sábado, na Biblioteca Municipal de Alcobaça para folhear o mais recente álbum de família… “The Gift 20”.

O livro biográfico, escrito pelo jornalista Nuno Galopim, conta as histórias de duas décadas de atividade da banda alcobacense, na voz de 74 pessoas, incluindo a vocalista Sónia Tavares, Miguel Ribeiro (guitarra) e os manos John (baixo e teclas) e Nuno Gonçalves (teclas, voz e compositor). “Há mais de um ano que falávamos na ideia de juntar as histórias todas dos The Gift, primeiro num filme, mas que depois se transformou num dois em um, com o livro. Desde junho que falei com as pessoas, tantas quantas possíveis, que passaram pela vida da banda: começando nos pais, passando pelos amigos e colegas, até ao Brian Eno [produtor do álbum que a banda vai lançar em 2016]”, contou Nuno Galopim, na apresentação da obra de 312 páginas, que encheu o auditório da Biblioteca. 

O jornalista conheceu a banda, ou melhor, Nuno Gonçalves e Ricardo Braga, o quinto elemento do grupo que tocava bombardino, mas que inicialmente seria o vocalista dos The Gift, quando os dois entraram na redação do Diário de Notícias para apresentar o “Digital Atmosphere”. “Fiquei impressionado com a qualidade do packaging. Percebi que estava a falar com quem gostava de música e com quem sabia do que estava a falar”, adiantou o crítico musical à plateia.

“A minha ideia não era cantar, o Miguel quando me convidou para ir assistir a um ensaio e quem sabe tentar tocar flauta, era suposto ser o Ricardo Braga a cantar. Mas a Sónia passado uma semana lá cantou qualquer coisa e ficou”, conta a alcobacense, para quem a timidez de cantar em público foi o principal obstáculo a ultrapassar. “Nos primeiros concertos que demos, entre o Mosteiro de Alcobaça, o Cine-teatro de Alcobaça (decorridos precisamente 18 anos no passado sábado), o Mosteiro de Coz, estava em família, ou seja, com pessoas conhecidas à nossa frente, e isso deixava-me mais confortável. O problema foi a primeira vez que fomos a Lisboa mas felizmente correu bem“, contou a vocalista. 

“O momento em que a Sónia canta é o momento histórico dos The Gift, talvez o mais histórico. Olhámos uns para os outros e sabíamos que tinha ali nascido qualquer coisa, não sabíamos bem a longevidade desse nascimento, mas sabíamos que seria algo importante”, recorda Nuno Gonçalves. O teclista, que foi jornalista do REGIÃO DE CISTER, em 1997, recordou ainda a época “pré-Gift”. “O Bar Ben era uma instituição, sabíamos que era muito difícil entrar e entrar já era uma vitória. Lembro-me do Ricardo Braga nos dizer, enquanto estávamos a gravar as canções, que o objetivo era o Ben e depois não fazíamos mais nada. Nunca pensámos sequer passar a primeira eliminatória“. O irmão John Gonçalves também partilhou dessa ideia: “Na época pré-Gift, nenhum de nós fazia a mais pequena ideia do que poderia ser uma carreira de música, até ali era para passar as tardes”.

Mas de eliminatória em eliminatória, aqui estão eles em Alcobaça. A festejar os 20 anos de carreira de uma banda, que se queria pop mas sem bateria, que perdeu um dos elementos da banda [Ricardo Braga saiu da banda para seguir a carreira de advocacia], que não chamou a atenção de nenhuma editora no primeiro disco. Mas se não havia editora interessada, editavam eles os discos. Se não havia interessados em comprar os discos, havia as críticas de Nuno Galopim. “Nuno Galopim foi das pessoas mais importantes da nossa vida enquanto banda e enquanto trampolim para a nossa carreira. Ainda não tínhamos gravado os grandes discos e o Nuno Galopim já nos tinha feito críticas muito boas no Diário de Notícias. Era com esses recortes de jornal que íamos às lojas vender os discos”, relembrou a vocalista dos The Gift.

E daí até ao ano 1999 foi um pulo. “O melhor ano dos The Gift”, segundo John Gonçalves. Não fosse o ano da invasão de palco na Aula Magna e do primeiro Coliseu dos The Gift. Mas, nesse ano, também tiveram um concerto cancelado pela chuva junto ao Mosteiro de Alcobaça. “Palco”, que aliás, voltaram a pisar em 2001, 2008 e mais recentemente em agosto de 2014.

Depois do Vinyl, vieram Film (2001), AM-FM (2004), Explode (2011) e Primavera (2012), para além de um álbum ao vivo, Fácil de Entender (2006). Para trás, ficam seis álbuns, centenas de palcos e a “Primavera” de uma história de quatro amigos de Alcobaça, que se tornaram no maior presente dos alcobacenses.

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