Domingo, Abril 5, 2026
Domingo, Abril 5, 2026

O “serviço público” do Bar Ben

Data:

Partilhar artigo:

No início da década de 1990, a vida noturna de Alcobaça era notícia nos jornais nacionais de maior tiragem, atraía gentes de todos os cantos do País e estava lado a lado com a dos grandes centros urbanos, Lisboa e Porto. Tudo isto por culpa da vontade dos alcobacenses Carlos Nunes e de José Alberto Vasco em trazer à cidade “o que melhor se fazia na música nacional”. Assim nasceu o Ben Almanzor, carinhosamente apelidado por Bar Ben.

No início da década de 1990, a vida noturna de Alcobaça era notícia nos jornais nacionais de maior tiragem, atraía gentes de todos os cantos do País e estava lado a lado com a dos grandes centros urbanos, Lisboa e Porto. Tudo isto por culpa da vontade dos alcobacenses Carlos Nunes e de José Alberto Vasco em trazer à cidade “o que melhor se fazia na música nacional”. Assim nasceu o Ben Almanzor, carinhosamente apelidado por Bar Ben.

O que se fazia e vivia naquele pequeno espaço na Praça da República não era pensado do ponto de vista económico. O que movia os responsáveis pelo bar era o sentido de serviço público. “A ideia não era ganhar dinheiro mas trazer os ‘grandes’ a Alcobaça”, conta José Alberto Vasco. 

Região de Cister - Assine já!

Na época da abertura do Bar Ben, os espaços de diversão noturna da cidade apostavam mais na música ambiente e o Ben Almanzor veio mudar essa filosofia. De acordo com o programador musical do Bar Ben, “não havia concertos” nos bares de Alcobaça e o Ben veio alterar esse facto. Talvez por isso, sublinha o também carteiro, o Ben foi “uma referência local e nacional”.

O Ben era direcionado a um público específico, “um público jovem e de espírito aberto às novas correntes musicais”. Essa audiência jovem ia, aliás, ao Ben para conhecer as vanguardas e depois ia “para casa tentar reproduzir o que ouviam” no bar, revela com orgulho José Alberto Vasco.

O Bar Ben era um dos sítios mais importantes para a “noite” de Alcobaça e visto como um recinto de concertos lendário. Em novembro do ano passado, a revista Blitz destacou 30 “lugares perdidos”, que é como quem diz: salas de concertos históricas que entretanto fecharam portas. O Bar Ben é um desses lugares “perdidos” e, aliás, um dos poucos que se encontrava fora dos grandes centros urbanos.

AD Footer

Artigos Relacionados

Grupo H Saúde reforça estatuto com três distinções PME Líder

O Grupo H Saúde voltou a somar reconhecimento empresarial, com a atribuição do estatuto PME Líder a três...

Famalicão pede reforço da resposta educativa na nova Carta Educativa

A Junta de Famalicão defendeu o reforço da resposta educativa na freguesia durante a reunião do Conselho Municipal...

Maria Lúcia Ribeiro levou 97 anos de experiência à EB1 e JI da Martingança

A passagem dos Dias+ do Agrupamento de Cister pela EB1/JI da Martingança ficou marcada por um encontro entre...

Nova Alcobaça reforça aposta na fixação de população

Apresentada como resposta à falta de habitação e à necessidade de fixar jovens no concelho, a Nova Alcobaça...

Aceda ao conteúdo premium do Região de Cister!