Sexta-feira, Junho 5, 2026
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O poeta que sonha ser médico do INEM

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Miguel Varela escreve poemas há pouco mais de um ano. Mas o surpreendente é que tem apenas 10 anos. Mais curioso ainda é que o alcobacense sonha ser… médico no INEM.
Os familiares do menino garantem que a ambição se deve “apenas à possibilidade de andar de carro a altas velocidades”.

Miguel Varela escreve poemas há pouco mais de um ano. Mas o surpreendente é que tem apenas 10 anos. Mais curioso ainda é que o alcobacense sonha ser… médico no INEM.
Os familiares do menino garantem que a ambição se deve “apenas à possibilidade de andar de carro a altas velocidades”. Por enquanto, o jovem vai dando os primeiros passos na poesia.

Tudo começou com uma amiga que lhe mostrou o poema “A Cor que se Tem”, da autoria de Maria Luísa Ducla Soares. Foi amor à primeira vista. Miguel Varela começou por interpretar os poemas da autora nos vários encontros dos Amigos das Letras, uma associação cultural de Alcobaça. Mais tarde, o alcobacense passou a preparar os poemas sozinho em casa e a apresentá-los junto do grupo, sempre com feedback positivo por ser a “mascote” da associação.

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Só algum tempo mais tarde é que se aventurou pelo mundo da escrita de poesia. A motivação para a tentativa veio, nada mais nada menos, da própria… Maria Luísa Ducla Soares, autora que Miguel Varela teve a “sorte” de conhecer na primeira edição do festival Books & Movies, em 2014, quando a sua turma da escola participou numa atividade no âmbito da iniciativa.

Dito e feito. O jovem poeta dedicou algum do seu tempo para a escrita e já “produziu” duas obras. Uma sobre Coimbra, cidade onde nasceu, e outra sobre o próprio autor, que se descreve assim: “Pelos caminhos andarei/ Guiado por alguém/ De certo saberei/ Não julgar ninguém”. Por enquanto, o poeta escreve aos fins de semana para conseguir cumprir a meta estipulada pela professora de português: dois textos ou poemas por mês.

Na escola, Miguel Varela admite ter notas “razoáveis”, mas uma caligrafia que não é “muito famosa”. Os resultados escolares são sempre “positivos” mas o alcobacense é o primeiro a admitir que está sempre com a “cabeça no ar” e poderia ter melhores resultados se trabalhasse com mais afinco. Miguel Varela responde: “Quero na escola aprender/ Quero na escola crescer/ Pois um dia/ Doutor, eu irei ser!”. 

 

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