Sábado, Junho 13, 2026
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Miguel Ângelo marca paredes do Solar da Cerca com carvão

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Um pedaço de carvão vegetal, com o maior grau de pureza possível, e inspiração clássica… é tudo o que o alcobacense Miguel Ângelo Amaral precisa para criar verdadeiras obras de arte com carvão em paredes. Com o mesmo nome de um dos maiores artistas do Renascentismo, o jovem estudante da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa já deixou a impressão digital no Solar da Cerca do Mosteiro, em Alcobaça.

Um pedaço de carvão vegetal, com o maior grau de pureza possível, e inspiração clássica… é tudo o que o alcobacense Miguel Ângelo Amaral precisa para criar verdadeiras obras de arte com carvão em paredes. Com o mesmo nome de um dos maiores artistas do Renascentismo, o jovem estudante da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa já deixou a impressão digital no Solar da Cerca do Mosteiro, em Alcobaça.

O desafio de decorar as paredes daquele empreendimento de turismo de habitação partiu de Madalena Tavares, uma das responsáveis pelo Solar da Cerca. E uma grande parte dos quartos do alojamento já têm a “assinatura” de Miguel Ângelo. O jovem artista precisou apenas “de pouco mais de uma semana” para aperfeiçoar a técnica, utilizando, para isso, um quarto vazio, onde teve liberdade criativa total para pintar paredes e teto, e para passar à “ação” nos quartos e em áreas comuns do espaço turístico. E os desenhos com motivos históricos ligados à região, como o Mosteiro, os sinos ou as gárgulas, parecem fazer as delícias dos visitantes do Solar, maioritariamente estrangeiros. 

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Depois de concluídos os desenhos nas paredes, Miguel Ângelo Amaral aplica sprays e vernizes de modo a que as pinturas possam perdurar no tempo. O processo criativo dos desenhos nas paredes do Solar da Cerca do Mosteiro explica-se “facilmente”. “Faço um estudo em papel mas depois passo logo para a parede”, assinala o desenhador. “Mas quando estou a desenhar com carvão o desenho vai diretamente do meu braço para a parede sem passar pela cabeça”, brinca o alcobacense, para quem a arte acontece de forma “quase inconsciente”.

“Para mim a técnica de desenhar com o carvão vegetal é fácil mas é preciso jogar com a textura da parede e partir bem o carvão”, explica o jovem artista, de 20 anos, que este semestre termina a licenciatura em Desenho na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa.

Este Miguel Ângelo de Alcobaça começou a desenhar desde muito cedo. “Desenho desde que me lembro”, refere o alcobacense. O artista conta ao REGIÃO DE CISTER, entre risos, que tem uma fotografia tirada aos 2 anos de idade em que está “sentado no penico e a desenhar”. Desenhar foi sempre o que o jovem “quis fazer” e, por isso, a escolha de prosseguir os estudos em Belas-Artes surgiu com naturalidade.

Prestes a acabar a licenciatura, Miguel Ângelo parece ter bem delineados os planos para o futuro e a ambição de expor o seu trabalho pelo mundo fora. “Quero concluir os estudos, incluindo, possivelmente, mestrado e doutoramento, e começar a apresentar o meu trabalho. Se isso não funcionar espero conseguir um lugar como professor universitário para assim poder continuar a desenvolver os meus trabalhos”, refere o jovem pintor, que herdou o nome de um dos maiores nomes da história das artes e quer fazer jus ao homónimo.

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